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Google anuncia €13 mil milhões e acordo nuclear na Finlândia

O investimento junta novos centros de dados, energia nuclear, contratos eólicos e armazenamento para sustentar a expansão da infraestrutura digital da empresa.

6 minAtualizado
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Google anuncia €13 mil milhões e acordo nuclear na Finlândia

A Google anunciou que vai investir pelo menos 13 mil milhões de euros em infraestrutura digital na Finlândia durante 2027 e 2028.

O plano inclui três novos centros de dados, a expansão da operação existente em Hamina e vários acordos destinados a garantir a energia necessária para suportar o crescimento da capacidade computacional.

A empresa descreve o projeto como o seu maior investimento individual realizado até agora na Europa.

Em paralelo, assinou com a energética finlandesa Fortum um contrato de aquisição de energia nuclear com a duração de 22 anos.

Os dois anúncios fazem parte da mesma estratégia.

A expansão da inteligência artificial exige mais centros de dados, mas também eletricidade disponível durante longos períodos, capacidade de rede e soluções que ajudem a equilibrar produção e consumo.

Três novos centros e uma expansão

A Google prevê construir novos centros de dados em Kajaani, Muhos e Vaala, no norte da Finlândia.

Em Hamina, onde está presente há mais de 15 anos, será ampliada a infraestrutura existente.

A distinção é importante: o anúncio não representa a construção de quatro centros completamente novos.

Hamina já acolhe um centro de dados instalado numa antiga fábrica de papel adquirida pela Google em 2009.

Além dos edifícios e equipamentos informáticos, o investimento inclui infraestrutura de suporte, ligações à rede elétrica e parcerias energéticas.

Os centros vão servir produtos e serviços como Gemini, Pesquisa, Maps e YouTube, não estando exclusivamente destinados à inteligência artificial.

Segundo a Google, a escolha das novas localizações permite aproveitar pontos da rede próximos de fontes de eletricidade sem combustíveis fósseis.

A empresa afirma ter trabalhado com a operadora de rede Fingrid e com a Business Finland na identificação dos locais.

Um contrato nuclear até 2049

A componente central do pacote energético é um contrato de aquisição de eletricidade, conhecido como Power Purchase Agreement ou PPA, assinado entre a Google e a Fortum.

Neste tipo de acordo, uma empresa compromete-se a adquirir energia ou capacidade durante um período prolongado.

Para o produtor, essa previsibilidade pode ajudar a financiar investimentos. Para o comprador, permite assegurar uma parte das necessidades energéticas a longo prazo.

O contrato começa em 2028 com uma capacidade inferior e deverá atingir 50% da capacidade da central nuclear de Loviisa entre 2030 e 2049.

Isto não significa que a Google passe a adquirir metade da capacidade da central logo em 2028.

A central de Loviisa tem dois reatores de água pressurizada com 507 megawatts elétricos de capacidade cada.

De acordo com a Fortum, produz aproximadamente oito terawatt-hora de eletricidade por ano e representa cerca de 10% da produção elétrica da Finlândia.

A Fortum considera que o contrato fornece previsibilidade financeira para prosseguir o programa de prolongamento da vida útil e modernização da central até 2050.

Esse programa está avaliado em aproximadamente mil milhões de euros para o período entre 2023 e 2050.

Contudo, cerca de 80% dos projetos e 700 milhões de euros de investimento continuam dependentes de decisões individuais.

O acordo melhora as condições económicas para esses trabalhos, mas não significa que todos estejam já aprovados.

Infográfico
Destaque
O acordo mostra que a expansão da inteligência artificial já não depende apenas de chips e centros de dados. Para garantir capacidade computacional durante décadas, as grandes tecnológicas estão também a contratar produção elétrica, armazenamento e acesso à rede a longo prazo.

A infraestrutura energética vai além do nuclear

A estratégia anunciada inclui também energia eólica e armazenamento em baterias.

A Google afirma ter apoiado nova capacidade eólica terrestre através de contratos com a Valorem e a Suomen Hyötytuuli.

No total, a empresa associa os seus contratos a 629 megawatts de capacidade eólica nova ligada à rede.

Junto ao futuro centro de dados de Kajaani deverá ser instalado um sistema de baterias com 94 megawatts.

A entrada em funcionamento está prevista para o final de 2027, ficando a Fortum responsável pela otimização da sua utilização.

As baterias podem armazenar eletricidade em determinados períodos e devolvê-la à rede quando existe maior procura ou menor produção.

Não substituem a necessidade de geração elétrica, mas acrescentam flexibilidade ao sistema.

A Google e a Fortum assinaram ainda um memorando para explorar possíveis projetos de nova capacidade nuclear, energia renovável e outras soluções de flexibilidade.

Estas possibilidades ainda não correspondem a centrais, reatores ou projetos de produção aprovados.

O impacto económico ainda é uma projeção

A Google estima que o investimento poderá contribuir, em média, com 3,6 mil milhões de euros por ano para o produto interno bruto finlandês durante a fase inicial de construção, em 2027 e 2028.

A empresa calcula também que o projeto poderá apoiar mais de 37 mil postos de trabalho durante esta fase, incluindo aproximadamente 16 mil na construção.

Depois da entrada em funcionamento, prevê cerca de sete mil postos de trabalho apoiados anualmente.

Estes números não representam apenas empregos diretos ou novas contratações da Google.

As estimativas incluem funções nas instalações, fornecedores, empresas de serviços e atividade económica gerada nas comunidades próximas.

A companhia anunciou igualmente 31 milhões de euros para iniciativas comunitárias durante quatro anos, incluindo dez milhões destinados a investigação e inovação.

Energia passa a fazer parte da corrida pela inteligência artificial

O investimento mostra como a corrida pela inteligência artificial já não depende apenas da disponibilidade de processadores ou de edifícios adequados.

As empresas precisam também de assegurar eletricidade, ligações à rede e capacidade para adaptar o consumo às condições do sistema energético.

A Finlândia oferece temperaturas baixas, que podem reduzir parte da energia necessária para arrefecer os equipamentos, e uma produção elétrica com elevada presença de fontes de baixo carbono.

Isso não torna os centros de dados ambientalmente neutros nem elimina o impacto associado ao aumento do consumo.

A capacidade elétrica total exigida pelos novos centros não foi divulgada.

Sem esse valor, ainda não é possível determinar se a nova energia contratada compensará integralmente o crescimento do consumo ou qual será o efeito final sobre a rede e os preços.

A Google e a Fortum apresentam o acordo como uma forma de reforçar a resiliência da rede, manter energia de baixo carbono disponível e limitar custos para os consumidores.

Por enquanto, estes são objetivos declarados pelas empresas, e não resultados já demonstrados.

O resultado dependerá da construção efetiva dos centros, das decisões de investimento em Loviisa, da entrada em operação da bateria e da capacidade de integrar a nova procura sem criar pressão adicional sobre o sistema elétrico.

A infraestrutura energética vai além do nuclear

A estratégia anunciada inclui também energia eólica e armazenamento em baterias.

A Google afirma ter apoiado nova capacidade eólica terrestre através de contratos com a Valorem e a Suomen Hyötytuuli.

No total, a empresa associa os seus contratos a 629 megawatts de capacidade eólica nova ligada à rede.

Junto ao futuro centro de dados de Kajaani deverá ser instalado um sistema de baterias com 94 megawatts.

A entrada em funcionamento está prevista para o final de 2027, ficando a Fortum responsável pela otimização da sua utilização.

As baterias podem armazenar eletricidade em determinados períodos e devolvê-la à rede quando existe maior procura ou menor produção.

Não substituem a necessidade de geração elétrica, mas acrescentam flexibilidade ao sistema.

A Google e a Fortum assinaram ainda um memorando para explorar possíveis projetos de nova capacidade nuclear, energia renovável e outras soluções de flexibilidade.

Estas possibilidades ainda não correspondem a centrais, reatores ou projetos de produção aprovados.

O impacto económico ainda é uma projeção

A Google estima que o investimento poderá contribuir, em média, com 3,6 mil milhões de euros por ano para o produto interno bruto finlandês durante a fase inicial de construção, em 2027 e 2028.

A empresa calcula também que o projeto poderá apoiar mais de 37 mil postos de trabalho durante esta fase, incluindo aproximadamente 16 mil na construção.

Depois da entrada em funcionamento, prevê cerca de sete mil postos de trabalho apoiados anualmente.

Estes números não representam apenas empregos diretos ou novas contratações da Google.

As estimativas incluem funções nas instalações, fornecedores, empresas de serviços e atividade económica gerada nas comunidades próximas.

A companhia anunciou igualmente 31 milhões de euros para iniciativas comunitárias durante quatro anos, incluindo dez milhões destinados a investigação e inovação.

Energia passa a fazer parte da corrida pela inteligência artificial

O investimento mostra como a corrida pela inteligência artificial já não depende apenas da disponibilidade de processadores ou de edifícios adequados.

As empresas precisam também de assegurar eletricidade, ligações à rede e capacidade para adaptar o consumo às condições do sistema energético.

A Finlândia oferece temperaturas baixas, que podem reduzir parte da energia necessária para arrefecer os equipamentos, e uma produção elétrica com elevada presença de fontes de baixo carbono.

Isso não torna os centros de dados ambientalmente neutros nem elimina o impacto associado ao aumento do consumo.

A capacidade elétrica total exigida pelos novos centros não foi divulgada.

Sem esse valor, ainda não é possível determinar se a nova energia contratada compensará integralmente o crescimento do consumo ou qual será o efeito final sobre a rede e os preços.

A Google e a Fortum apresentam o acordo como uma forma de reforçar a resiliência da rede, manter energia de baixo carbono disponível e limitar custos para os consumidores.

Por enquanto, estes são objetivos declarados pelas empresas, e não resultados já demonstrados.

O resultado dependerá da construção efetiva dos centros, das decisões de investimento em Loviisa, da entrada em operação da bateria e da capacidade de integrar a nova procura sem criar pressão adicional sobre o sistema elétrico.

O sinal para o futuro
A corrida pela inteligência artificial está a transformar as grandes empresas tecnológicas em participantes diretos no planeamento energético. Centros de dados, produção elétrica, armazenamento e capacidade de rede começam a ser tratados como partes da mesma infraestrutura — e os contratos assinados agora podem influenciar os sistemas energéticos europeus durante décadas.
Fonte
Google Cloud Press Corner