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2,7% dos adolescentes inquiridos usaram IA para apoio mental

Entre 24 132 estudantes em Inglaterra, 662 relataram uso no último ano; a maioria procurou também outras formas de apoio e muitos queriam ajuda adicional.

7 minAtualizado
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2,7% dos adolescentes inquiridos usaram IA para apoio mental

Uma análise de 24 132 estudantes em Inglaterra encontrou 662 adolescentes, 2,7% da amostra, que disseram ter usado plataformas gerais de inteligência artificial ou grandes modelos de linguagem para apoio relacionado com saúde mental no ano anterior. O estudo usa dados do OxWell Student Survey e foi publicado como comunicação breve em 27 de outubro.

Utilidade percebida e outras ajudas

Entre 580 utilizadores que responderam à pergunta sobre utilidade, 324, ou 55,9%, classificaram o apoio da IA como útil. Dos 662 utilizadores, 610, 92,1%, tinham acedido também a outras formas de apoio. Entre 649 que responderam sobre necessidades, 410, 63,2%, afirmaram querer apoio adicional. Os denominadores variam porque nem todos responderam a todas as perguntas.

Quem recorreu mais

O uso e a necessidade percebida de ajuda adicional concentraram-se em grupos minoritários e com maior vulnerabilidade psicossocial. O padrão pode revelar barreiras no acesso a pessoas e serviços, procura de anonimato ou maior necessidade global. O desenho transversal e autorreportado não permite determinar a direção das relações nem identificar a ferramenta, a qualidade da resposta ou o contexto completo de cada conversa.

O que o estudo mede

Os dados medem comportamento e avaliação subjetiva, não eficácia terapêutica, diagnóstico correto ou segurança. Dizer que uma resposta foi “útil” não equivale a melhoria clínica. A elevada procura simultânea de outras ajudas contraria a ideia de que estes sistemas estejam simplesmente a substituir profissionais ou redes pessoais.

Uma necessidade de desenho e vigilância

O resultado mais útil é quantificar um uso real que já ocorre fora de produtos clínicos. Escolas, serviços e plataformas precisam de saber reconhecer risco, preservar privacidade e encaminhar para apoio humano. Estudos futuros deverão distinguir tipos de sistemas e conteúdos, acompanhar resultados no tempo e avaliar se determinados grupos ficam mais expostos a aconselhamento inadequado.

Fonte
npj Mental Health Research