Experiência em MnTe fornece prova direta do altermagnetismo
Raios X com polarização esquerda e direita revelaram quiralidade incompatível com um antiferromagneto convencional.

A assinatura que faltava
Uma equipa liderada pelo SLAC publicou em Science evidência direta de altermagnetismo no telureto de manganês, MnTe. A fase foi proposta em 2022. Faltava observar uma característica que a separasse de um antiferromagneto convencional: quiralidade magnética.
Spins numa geometria rodada
Num antiferromagneto, spins vizinhos apontam em sentidos opostos e a magnetização líquida tende a zero. Num altermagneto, essa alternância permanece, mas os ambientes cristalinos de spins opostos estão rodados. A quebra de simetria pode produzir bandas polarizadas por spin.
Raios X distinguem esquerda e direita
Na linha ID32 do ESRF, a equipa iluminou MnTe com raios X circularmente polarizados. Uma estrutura quiral espalha polarização esquerda e direita de forma diferente. A assinatura medida não cabe no modelo antiferromagnético convencional. A experiência de 2024 foi repetida em 2025.
Prova de fase, não de produto
O resultado estabelece a ordem magnética no material. Não demonstra memória, processador quântico ou centro de dados eficiente. Aplicações exigem escrever e ler estados, integrar filmes com eletrónica e medir estabilidade, rapidez e consumo.
Um teste para a nova classe
A quiralidade fornece um critério direto para testar outros candidatos e comparar teoria. O próximo trabalho tentará controlar estados com luz e eletricidade. A utilidade tecnológica dependerá de temperatura, energia e durabilidade em dispositivos reais.
