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BreastScreening-AI entra na fase que separa um protótipo académico de um dispositivo clínico

A spin-off do Técnico está a tentar transformar investigação em IA para rastreio do cancro da mama num produto preparado para avaliação clínica.

4 minAtualizado
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BreastScreening-AI entra na fase que separa um protótipo académico de um dispositivo clínico

A BreastScreening-AI, spin-off ligada ao Instituto Superior Técnico, está a passar de investigação e protótipo para um produto mais estabilizado destinado a avaliação clínica.

O projeto procura funcionar como um segundo leitor para o radiologista e, no futuro, combinar informação de mamografia, ecografia, ressonância magnética e dados clínicos.

A equipa conta com cerca de 490 mil euros do EIC Pre-Accelerator e 150 mil euros de investimento da Portugal Ventures.

O problema já não é apenas a precisão do modelo

Uma tecnologia de IA médica precisa de provar que funciona fora do ambiente académico: em hospitais reais, com dados diversos, comunicação adequada da incerteza e integração no fluxo de trabalho clínico.

Também terá de passar pelos processos de validação clínica e regulamentar aplicáveis antes de poder ser apresentada como dispositivo clínico aprovado.

Diagrama
Diagrama do percurso conceptual entre investigação académica, protótipo, validação clínica, regulação, integração hospitalar e mercado.
Passar de um modelo académico para um produto clínico exige validação, regulação e integração no trabalho real dos profissionais de saúde. Elaboração Radar Futuro com base no ISR-Lisboa e Instituto Superior Técnico.

O sinal para o futuro

A história interessante é a distância entre “o modelo funciona” e “um médico pode confiar nele no contexto real”. É nessa passagem que muitos projetos de IA médica deixam de ser apenas investigação.

Fonte
Instituto Superior Técnico / ISR