BreastScreening-AI entra na fase que separa um protótipo académico de um dispositivo clínico
A spin-off do Técnico está a tentar transformar investigação em IA para rastreio do cancro da mama num produto preparado para avaliação clínica.

A BreastScreening-AI, spin-off ligada ao Instituto Superior Técnico, está a passar de investigação e protótipo para um produto mais estabilizado destinado a avaliação clínica.
O projeto procura funcionar como um segundo leitor para o radiologista e, no futuro, combinar informação de mamografia, ecografia, ressonância magnética e dados clínicos.
A equipa conta com cerca de 490 mil euros do EIC Pre-Accelerator e 150 mil euros de investimento da Portugal Ventures.
O problema já não é apenas a precisão do modelo
Uma tecnologia de IA médica precisa de provar que funciona fora do ambiente académico: em hospitais reais, com dados diversos, comunicação adequada da incerteza e integração no fluxo de trabalho clínico.
Também terá de passar pelos processos de validação clínica e regulamentar aplicáveis antes de poder ser apresentada como dispositivo clínico aprovado.

O sinal para o futuro
A história interessante é a distância entre “o modelo funciona” e “um médico pode confiar nele no contexto real”. É nessa passagem que muitos projetos de IA médica deixam de ser apenas investigação.
