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Clone2Pwn expõe falhas na passagem de dados entre telemóveis Android

A TU Graz divulgou vulnerabilidades em ferramentas de sete fabricantes e diz que todos disponibilizaram correções.

3 minAtualizado
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Dois telemóveis genéricos numa mesa, um deles segurado por uma mão; ilustração conceptual gerada por IA sobre migração de dados.

Passar os dados de um telemóvel antigo para um novo pode colocar informação muito sensível numa ligação temporária. Uma investigação divulgada em 15 de outubro pela Universidade Técnica de Graz identificou falhas nas ferramentas de migração de sete fabricantes de Android, agrupadas sob o nome Clone2Pwn.

Diagrama
Dois telemóveis em migração ligados por percursos distintos de confirmação do destinatário e proteção dos dados. Um terceiro dispositivo próximo representa o cenário de risco estudado, com falhas diferentes entre fabricantes.
Durante a migração, confirmar a identidade do destinatário e proteger o tráfego são tarefas distintas. Esquema conceptual dos problemas investigados, não de um ataque universal. Radar Futuro

O estudo analisou Android Switch, da Google, Smart Switch, da Samsung, EasyShare, da Vivo, Mi Mover, da Xiaomi, Clone Phone, da Oppo, Phone Clone, da Huawei, e Device Clone, da Honor. Os investigadores demonstraram ataques que dependem da proximidade das ligações sem fios usadas durante a transferência. Mensagens, fotografias ou credenciais fazem parte dos dados potencialmente expostos, conforme o cenário e a aplicação.

O momento em que os aparelhos precisam de confiar um no outro

O artigo técnico descreve a análise dos protocolos e experiências de ataque em implementações reais. O problema central está na ligação entre a identidade do aparelho com que o utilizador pensa estar a comunicar e a proteção efetiva do tráfego. Uma associação sem fios estabelecida com sucesso pode continuar a deixar lacunas nessa confiança.

A equipa encontrou diferentes combinações de proteção criptográfica insuficiente, verificações de integridade frágeis e mecanismos de associação exploráveis. Por isso, uma explicação única para todos os fabricantes esconderia diferenças relevantes. A investigação demonstra a possibilidade de exploração nos sistemas estudados; não documenta uma campanha de roubo de dados em curso.

Correções anunciadas e ação prática

Segundo o comunicado da TU Graz, os sete fabricantes disponibilizaram correções após a comunicação responsável das falhas. Essa informação é atribuída à universidade: esta peça não verificou separadamente cada versão distribuída, modelo de telefone ou região.

Antes de iniciar uma migração, faz sentido atualizar as aplicações de transferência nos dois aparelhos e aplicar as atualizações de sistema disponíveis. O procedimento reduz a probabilidade de usar uma implementação antiga, sem permitir prometer que qualquer versão instalada esteja livre de vulnerabilidades.

O caso mostra por que a segurança da mudança de equipamento merece a mesma atenção que a utilização diária. As ferramentas concentram dados valiosos e precisam de confirmar a identidade do destinatário durante todo o percurso da transferência.

Fontes
TU Graz — Divulgação de Clone2PwnDraschbacher e colaboradores — Artigo técnico ESORICS 2026