Designers of Tomorrow cruza fabrico artesanal e ferramentas digitais em Paris
A exposição reúne quatro práticas de design sob o tema presença e mostra usos concretos de modelação 3D, fotografia e colaboração remota.

A segunda edição de Designers of Tomorrow abriu em 20 de outubro no Hôtel de Maisons, em Paris. A iniciativa da Apple com a Design Miami reúne Salem S. Charabi, Isabel Rower, Yoonjeong Lee e o estúdio Parafernalia sob o tema “presença”.

O interesse está menos numa lista de dispositivos do que na posição das ferramentas dentro de processos materiais. Charabi modelou em 3D uma lanterna feita com papel de banana, nervuras de palmeira e pedra calcária, usando o computador para resolver encaixes antes do fabrico manual.
Quatro relações com a matéria
Rower trabalha a familiaridade e estranheza de móveis e objetos, documentando pormenores de superfície. Lee transforma lápis gastos em formas semelhantes a pregos, deslocando um objeto de fundo para o centro da atenção. A Parafernalia, dividida entre Monterrey e Cidade do México, usa iPhone, iPad, mensagens, videochamadas e Procreate para trocar esboços e acompanhar progresso.
Estes casos mostram funções distintas: modelar geometria, observar textura, registar transformações e coordenar trabalho à distância. O digital não substitui o material; organiza decisões e circulação de informação entre etapas.
O limite da fonte
A seleção foi feita por um júri apresentado pela organização e o relato é publicado pela Apple, patrocinadora e fornecedora das ferramentas destacadas. O texto documenta obras, autores e processos, mas não constitui crítica independente nem demonstra superioridade tecnológica.
A novidade verificável é a abertura da exposição e a documentação de métodos concretos. Uma leitura crítica pode comparar onde cada ferramenta acrescenta precisão ou colaboração e onde o resultado continua a depender de saber material, tempo e interpretação humana.
Fontes
- Apple Newsroom — Designers of Tomorrow, 20 de outubro de 2026.
