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CubeSat ERMIS-3 estabelece a primeira ligação laser entre um satélite e a Grécia

O satélite 8U ligou-se à estação óptica de Holomondas e passou a realizar duas sessões autónomas por dia, de dia e de noite.

5 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA de um CubeSat e uma estação óptica terrestre ligados por um feixe laser.

O ERMIS-3, um CubeSat 8U desenvolvido pela Universidade Nacional e Capodistriana de Atenas com apoio da Agência Espacial Europeia, estabeleceu uma ligação óptica com a estação de solo de Holomondas. Foi a primeira ligação laser entre um satélite em órbita baixa e uma estação na Grécia.

O feixe tem de encontrar um alvo em movimento

As comunicações ópticas usam um feixe muito mais estreito do que os sistemas de rádio. Isso permite taxas elevadas, mas exige apontamento, aquisição e seguimento contínuos enquanto o satélite atravessa o céu a vários quilómetros por segundo. O ERMIS-3 transporta o terminal ATLAS-1 da empresa lituana Astrolight; a estação HolOGS-1 foi desenvolvida pela Universidade Aristóteles de Salónica.

Primeira passagem ativa e operação autónoma

Segundo a ESA, os terminais conseguiram “first light” na primeira passagem ativa depois da fase de comissionamento. Dentro de uma semana atingiram operação de rotina. O sistema realiza agora duas ligações por dia, durante o dia e a noite. A agência refere margens para até 10 Gbit/s, formulação que descreve capacidade de projeto e não uma taxa medida e publicada desta transmissão.

Nuvens continuam a definir a disponibilidade

A ligação inicial ocorreu apesar de cobertura nebulosa, mas isso não elimina a vulnerabilidade do laser ao tempo. Nuvens podem bloquear o feixe e a turbulência atmosférica degrada o sinal. Uma rede operacional precisa de diversidade geográfica, previsão atmosférica e, muitas vezes, rádio como alternativa.

Da demonstração à descarga de imagens

Lançado a 30 de março, o ERMIS-3 integra uma missão com os ERMIS-1 e ERMIS-2. Além do terminal óptico, leva uma câmara hiperespectral, processamento a bordo e compressão. Os próximos testes deverão mostrar quanto volume de imagem consegue entregar com regularidade e em diferentes condições atmosféricas. Esse desempenho, mais do que um contacto isolado, decidirá o valor da tecnologia para pequenos satélites.

Fonte
ESA — CubeSat achieves challenging laser link to ground