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ESA abre centro de IA para redes por satélite e comunicações 6G

A instalação em Harwell reúne laboratórios, computação, robótica e acesso ao centro 5G/6G para demonstrar tecnologias de conectividade.

5 minAtualizado
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ESA abre centro de IA para redes por satélite e comunicações 6G

A Agência Espacial Europeia abriu em 3 de novembro um centro dedicado ao desenvolvimento de inteligência artificial para redes por satélite e comunicações terrestres. A instalação fica no European Centre for Space Applications and Telecommunications, no campus de Harwell, no Reino Unido, e é apoiada pela agência espacial britânica.

Diagrama
Esquema conceptual das áreas de trabalho do centro de IA da ESA, incluindo redes por satélite, comunicações móveis, robótica e segurança.
O centro reúne recursos para desenvolver e demonstrar tecnologias de conectividade. Radar Futuro

Uma infraestrutura para demonstrações

O centro dispõe de recursos de computação, plataformas de robótica e drones, espaços de demonstração e laboratórios técnicos. Os utilizadores poderão também aceder à rede privada e às instalações do centro 5G/6G da ESA, aberto no mesmo local em 2022.

As áreas anunciadas incluem gestão de espectro, redes não terrestres, comunicações diretas para dispositivos, cibersegurança, arquiteturas com várias órbitas e gémeos digitais de redes. A abertura cria um local e equipamento partilhado; ainda não fornece resultados sobre desempenho dessas aplicações.

O primeiro projeto

A empresa britânica Autodiscovery e o Oxford Robotics Institute vão estudar um robô quadrúpede e um drone de reconhecimento ligados através de redes com componente espacial. A ESA apresenta o trabalho como exploração das capacidades de IA incorporada e conectividade, sem publicar ainda métricas, calendário de demonstração ou condições de acesso para outras equipas.

Porque importa

Redes híbridas com satélites, estações terrestres e dispositivos móveis multiplicam decisões de encaminhamento, cobertura e utilização do espectro. Ambientes de teste comuns permitem experimentar controlo autónomo e resiliência sem depender apenas de simulação. Também dão a empresas mais pequenas acesso a equipamento que seria caro reproduzir.

O que acompanhar

O valor editorial do centro será medido pelos projetos, dados e demonstrações que produzir, não pelo edifício. Importa conhecer processos de candidatura, acesso para entidades europeias, métricas de cada ensaio e a forma como segurança, supervisão humana e responsabilidade são incorporadas em sistemas autónomos.

Fonte
Agência Espacial Europeia