Estados e cidades dos EUA contestam em tribunal as novas regras de eficiência automóvel

Uma coligação de 26 estados, condados e cidades dos Estados Unidos apresentou a 2 de outubro uma ação contra a National Highway Traffic Safety Administration. O comunicado da Procuradoria-Geral da Califórnia confirma que o processo contesta uma regra final sobre eficiência média dos automóveis de passageiros e veículos ligeiros. A apresentação da ação não equivale a uma decisão judicial.
O que está em disputa
Os autores alegam que a agência contrariou a obrigação de estabelecer o nível máximo viável de economia de combustível e tratou incorretamente a presença de veículos elétricos na frota de referência. Estas são alegações da parte que interpôs a ação. O comunicado não prova que o tribunal as aceitou.

O que a eficiência mede
A discussão envolve regras aplicadas à média das frotas dos fabricantes, não uma promessa sobre o consumo real de cada automóvel. Para um comprador, custo de aquisição, consumo e utilização ao longo dos anos são componentes diferentes. Uma mudança num indicador regulamentar não deve ser traduzida automaticamente numa poupança individual.
Como avaliar os argumentos
A análise do Radar Futuro é que a comparação tem de usar a mesma base: tipo de veículo, período, composição da frota e hipóteses económicas. Também precisa de separar estimativas futuras de resultados observados. Escolher apenas o preço inicial ou apenas um custo projetado pode ocultar parte do problema.
Processo aberto, resultado por conhecer
A novidade de 2 de outubro é a contestação judicial a uma regra já finalizada. Não é uma consulta pública nem o anúncio de um acordo entre as partes. Importará acompanhar a resposta da agência, os documentos regulamentares e eventuais ordens do tribunal. Até lá, a ação estabelece a existência de uma disputa; não demonstra a ilegalidade da regra.
