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Polímeros de resíduos vegetais podem ajudar a recuperar neodímio

Investigadores da Idaho State University estão a desenvolver materiais para capturar metais em resíduos mineiros e eletrónicos. A seletividade e a escala industrial ainda têm de ser demonstradas.

3 minAtualizado
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Polímeros de resíduos vegetais podem ajudar a recuperar neodímio

Resíduos eletrónicos e rejeitados de minas guardam metais que continuam a ter valor para a indústria. Uma equipa da Idaho State University recebeu apoio para desenvolver polímeros capazes de se ligar seletivamente a alguns desses elementos e facilitar a sua recuperação. O projeto foi apresentado pela universidade a 28 de setembro.

Uma das linhas de trabalho, coordenada por Kavita Sharma, procura captar iões de neodímio com um material concebido a partir de compostos presentes no sagebrush, planta comum na região. A ideia é criar uma espécie de «esponja» molecular: o polímero prende o metal numa mistura e, numa etapa seguinte, permite separá-lo. O neodímio é relevante para ímanes usados em vários equipamentos tecnológicos.

Infográfico

Metais distintos, materiais distintos

Cori Jenkins, da mesma universidade, está a desenvolver um polímero rico em enxofre orientado para o antimónio. A equipa aproveita experiência anterior com polímeros que se ligam a ouro e prata. Há uma distinção importante: o antimónio é um metal de interesse estratégico, mas não pertence ao grupo das 17 terras raras. O material pensado para ele não deve ser confundido com o projeto para neodímio.

Minas e equipamentos descartados contêm misturas difíceis de separar. Uma abordagem seletiva poderia reduzir etapas de processamento ou recuperar materiais que de outra forma ficariam em resíduos. Isso é uma hipótese de investigação, não um ganho de eficiência já medido à escala industrial.

Da química ao processo real

Antes de falar em aplicação comercial será preciso medir quanto metal cada polímero retém, como se comporta perante elementos concorrentes, quantas vezes pode ser reutilizado e qual o custo de operação. A equipa pretende estudar amostras reais e, se os materiais funcionarem, procurar integração em processos de tratamento existentes.

O sinal é a procura de novas fontes de materiais críticos dentro dos resíduos que a tecnologia já produz. O alcance da solução dependerá da seletividade demonstrada e de um balanço ambiental e económico completo.

Fonte
Idaho State University — Trash into Treasure