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Lucy entra na região dos asteroides troianos antes do primeiro encontro

A sonda tornou-se a primeira a chegar à região L4 dos troianos de Júpiter; Eurybates será observado em 11 de agosto de 2027.

5 minAtualizado
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Sonda espacial junto de um asteroide, com Júpiter ao fundo; ilustração conceptual gerada por IA, sem escala.

A sonda Lucy, da NASA, chegou à região do ponto de Lagrange L4 de Júpiter, onde milhares de asteroides partilham a órbita do planeta à frente dele. É a primeira nave concebida para explorar esta população. A equipa determina a entrada a partir da posição obtida por rádio e por imagens de estrelas, porque a região não possui uma fronteira física definida.

Ilhas de estabilidade

Os troianos agrupam-se perto de L4, à frente de Júpiter, e L5, atrás. A gravidade combinada do Sol e do planeta mantém estas populações em configurações estáveis ao longo da órbita. A distância média entre asteroides supera seis milhões de milhas, pelo que a nave continuará a vê-los como pontos até se aproximar dos alvos escolhidos.

O calendário dos encontros

O primeiro sobrevoo troiano será o de Eurybates, em 11 de agosto de 2027. Seguem-se Polymele em setembro de 2027, Leucus em abril de 2028 e Orus em novembro de 2028. Depois de uma assistência gravitacional junto da Terra em 2030, Lucy seguirá para o par binário Patroclus–Menoetius, previsto para março de 2033.

Uma nave desenhada para pouca luz

Lucy percorreu mais de 2,2 mil milhões de milhas desde o lançamento de 16 de outubro de 2021. Na região troiana recebe menos de um vigésimo da luz solar disponível junto da Terra. A NASA informa que a nave e os instrumentos funcionam como previsto enquanto as equipas refinam sequências para as poucas horas de cada encontro.

O que esta chegada acrescenta

O marco confirma navegação e sobrevivência até à região de operação, não resultados sobre composição ou formação planetária. Esses dados começam com os sobrevoos. A comparação de corpos nas duas populações poderá testar hipóteses sobre migração dos planetas gigantes e mistura de materiais no Sistema Solar primitivo.

Fonte
NASA