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MIT Museum abre exposição sobre as tecnologias que nos deixam perceber o oceano

«Sensing Oceans» reúne sensores subaquáticos, robôs inspirados em animais, veículos autónomos e arte imersiva para discutir como construímos conhecimento sobre o mar.

3 minAtualizado
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MIT Museum abre exposição sobre as tecnologias que nos deixam perceber o oceano

Como conhecer um ambiente que quase nunca podemos observar diretamente? A exposição Sensing Oceans, com abertura marcada para 28 de setembro no MIT Museum, parte dessa pergunta para juntar instrumentos científicos, robótica e arte num percurso sobre a perceção do oceano.

O museu anunciou a exposição meses antes da abertura, no programa temático OCEANS. O interesse atual está na chegada da mostra ao público, não num novo anúncio de investigação. Segundo o programa, integra equipamento de deteção subaquática, robôs inspirados em animais, veículos autónomos e obras imersivas.

Infográfico

Medir também é interpretar

Sensores registam temperatura, movimento, som ou outras propriedades num meio em que a observação humana é limitada. Veículos autónomos podem recolher dados onde o acesso é difícil. Ainda assim, um mapa, um sinal acústico ou uma imagem não são o oceano em si: resultam de escolhas sobre o que medir, com que resolução e como apresentar os resultados.

É essa passagem de medição a representação que a exposição propõe explorar. Uma das instalações é Seeing Echoes in the Mind of the Whale, do coletivo Marshmallow Laser Feast, apresentada no programa como estreia nos Estados Unidos. Combina escuta, informação científica e linguagem audiovisual para convidar o público a imaginar diferentes capacidades sensoriais das baleias. A obra é uma interpretação artística apoiada em investigação, não um acesso direto à experiência subjetiva desses animais.

Ciência e cultura na mesma sala

O projeto articula a coleção do museu com trabalho contemporâneo e colaboração de entidades ligadas à investigação marinha. A exposição tem receção de abertura prevista para 30 de setembro e encerramento anunciado para 21 de fevereiro de 2027.

O sinal mais interessante é cultural e científico ao mesmo tempo: as ferramentas com que observamos o planeta também influenciam as perguntas que conseguimos fazer. A ligação entre criação e tecnologia recorda a história mais longa da arte digital.

Fonte
MIT Museum — OCEANS / Sensing Oceans