Missão LINK termina sem elevar o observatório Swift, mas deixa testes de serviço orbital
Falhas de comunicação e de controlo de orientação impediram a captura do telescópio. A NASA e a Katalyst passaram a testar componentes antes da reentrada do LINK.

O observatório espacial Swift não recebeu a elevação de órbita que poderia prolongar a sua missão. Num balanço divulgado a 28 de setembro, a NASA confirmou que o veículo comercial LINK terminou a missão sem capturar nem elevar o satélite científico.
Lançado em julho pela Katalyst Space, o LINK chegou ao espaço e iniciou as verificações de sistemas. Perdas intermitentes de comunicação e problemas no controlo da orientação impediram a aproximação necessária para agarrar o Swift. NASA e empresa reduziram então o objetivo da missão: passaram da manobra de resgate para demonstrações de tecnologia.

O que foi testado depois da mudança de plano
Entre os componentes exercitados estiveram os três braços robóticos e a propulsão elétrica alimentada a xénon. Esses ensaios podem produzir aprendizagem para futuros veículos de serviço orbital, mas não substituem a captura e o aumento de altitude que eram a finalidade central desta operação. A participação formal da NASA terminou a 3 de setembro; o LINK reentrou na atmosfera terrestre a 25 de setembro.
O Swift foi lançado em 2004 para estudar explosões de raios gama e outros fenómenos transitórios. Como não dispõe de meios para contrariar suficientemente a perda de altitude causada pelo arrasto atmosférico, a NASA procurou uma intervenção externa. A agência afirmou que, sem essa intervenção, previa a reentrada do observatório até ao final de 2026. Trata-se de uma previsão orbital, sujeita a evolução.
Uma experiência com prazo curto
O contrato com a Katalyst foi adjudicado em setembro de 2025. Em cerca de um ano, a empresa teve de desenhar, construir, testar e lançar um veículo capaz de alcançar outro satélite em órbita. A pressão do calendário explica o valor de aprender com a missão, mas também torna essencial distinguir capacidade demonstrada de objetivo não cumprido.
O sinal para o futuro é claro: prolongar missões científicas através de robótica orbital exige controlo preciso, comunicações robustas e testes em condições reais. A história do Swift continua a ser acompanhada pelo destino do próprio observatório.
