NEO Surveyor integra 864 células solares no seu parasol
A estrutura de seis metros bloqueia luz solar, arrefece o telescópio infravermelho e fornece até dois quilowatts ao observatório.

A NASA concluiu a integração de 864 células solares no parasol do NEO Surveyor, o observatório infravermelho concebido para procurar asteroides e cometas próximos da Terra. O mesmo componente tem duas funções que normalmente competem: impedir que a luz solar entre no telescópio e gerar toda a eletricidade da nave.
Uma estrutura com duas faces
O parasol mede seis metros de altura e 2,4 metros de largura na base. Dois painéis planos unidos por um ângulo de 23,5 graus suportam as células solares e produzem até dois quilowatts. A geometria mantém a abertura de 50 centímetros à sombra, reduzindo o calor que contaminaria as medições infravermelhas.
Ver o calor onde a luz visível falha
Objetos próximos da direção do Sol são difíceis para telescópios óticos no solo. O NEO Surveyor medirá a radiação térmica emitida pelas superfícies aquecidas. Duas matrizes infravermelhas, cada uma com mosaico de 16 megapíxeis, observarão em duas bandas. A combinação permite estimar temperatura e tamanho, informação essencial para avaliar o risco de impacto.
O que o marco prova
A integração demonstra que a estrutura, alimentação e sensores do parasol chegaram a uma configuração funcional e passaram testes de desempenho. Não significa que o observatório esteja pronto para lançamento. Seguem-se integração com o resto da nave, ensaios ambientais e verificação do sistema completo.
Defesa planetária começa pelo catálogo
Desviar um objeto exige anos de antecedência. O contributo da missão será descobrir e caracterizar corpos hoje escondidos em regiões do céu pouco acessíveis. O calendário de lançamento e o desempenho após entrada em operação continuam a determinar quando esse catálogo começará a crescer.
