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ADN tumoral no sangue antecipa prognóstico no cancro do pulmão operável

No NeoCOAST-2, a eliminação de ADN tumoral circulante durante o tratamento pré-operatório associou-se a menor risco de evento; o ensaio não testou decisões terapêuticas guiadas pelo marcador.

6 minAtualizado
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Ilustração editorial gerada por IA. Amostra de sangue, fragmentos de ADN e análise de tecido pulmonar.

No ensaio de fase 2 NeoCOAST-2, a eliminação de ADN tumoral circulante, ou ctDNA, durante o tratamento anterior à cirurgia associou-se a uma sobrevivência sem eventos mais longa em pessoas com cancro do pulmão de não pequenas células ressecável. A análise incluiu 202 participantes e foi publicada na Nature a 25 de outubro.

Diagrama
O ctDNA no sangue e a resposta patológica da peça cirúrgica fornecem sinais complementares sobre doença residual.
O ctDNA no sangue e a resposta patológica da peça cirúrgica fornecem sinais complementares sobre doença residual. Representação esquemática, sem escala. Radar Futuro

Três regimes e um sinal precoce

O ensaio avaliou três combinações perioperatórias baseadas em durvalumab. Com um teste que não exigia construir um painel a partir do tumor de cada participante, a proporção de pessoas com eliminação de ctDNA no terceiro ciclo foi 50,9%, 54,5% e 72,5% nos três braços. A percentagem mais elevada surgiu no braço que acrescentou datopotamab deruxtecano. Os grupos não foram concebidos como uma comparação aleatorizada direta entre os três regimes, pelo que a diferença não demonstra superioridade causal.

Associação forte, aplicação ainda por testar

Na análise conjunta, quem eliminou o sinal de ctDNA apresentou um rácio de risco de evento de 0,22 face a quem manteve ADN tumoral detetável. O intervalo de confiança de 95% foi 0,11 a 0,45 e o valor de p 0,0000443. A resposta patológica completa no tecido removido e a depuração no sangue identificaram dimensões diferentes da resposta; a combinação dos dois marcadores separou melhor os grupos prognósticos.

O alcance clínico

Os resultados apoiam o ctDNA como marcador prognóstico precoce neste contexto. Não provam que aumentar, reduzir ou trocar tratamento com base no teste melhore a sobrevivência, porque essa decisão não foi aleatorizada. O ensaio é de fase 2, tem vários braços e uma análise secundária pré-especificada. O passo decisivo será testar estratégias guiadas por ctDNA em estudos prospetivos, com métodos laboratoriais, momentos de colheita e regras terapêuticas definidos.

Fonte
www.nature.com