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Plano digital da OMS avança, mas a equidade continua irregular na Europa

O balanço de quatro anos regista apoio técnico em 20 países e formação em IA, dados e ICD-11, sem demonstrar ainda acesso uniforme ou melhores resultados clínicos.

6 minAtualizado
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Plano digital da OMS avança, mas a equidade continua irregular na Europa

Quatro anos depois da adoção do plano regional de saúde digital, a OMS/Europa publicou um balanço das ações realizadas entre junho de 2024 e março de 2026. Vinte países receberam apoio para recolher, usar e transformar dados de saúde em decisões. O documento mostra expansão de capacidade, embora não permita concluir que o acesso ou os resultados clínicos tenham melhorado de forma uniforme.

Onde chegou o apoio

Albania, Arménia, Bulgária, Letónia, Macedónia do Norte e Espanha receberam apoio em sistemas de informação que alimenta estratégias nacionais. A Bósnia-Herzegovina trabalhou na integração da telemedicina nos cuidados primários; Geórgia, Tajiquistão e Uzbequistão receberam assistência em interoperabilidade, fluxos de dados e planeamento. A OMS produziu ainda 12 publicações técnicas sobre governação, IA, telemedicina, cibersegurança, saúde mental digital, desinformação e equidade.

Formação e padrões

Treze Estados participaram em formação sobre IA e grandes dados, outros 13 em implementação da ICD-11 e 15 em visualização de dados, Power BI e engenharia de instruções para IA. As contagens descrevem participação, não proficiência adquirida nem uso sustentado. Para avaliar capacidade será necessário observar sistemas interoperáveis, qualidade dos registos, segurança e decisões concretas apoiadas por esses dados.

A lacuna da equidade

A própria OMS conclui que a integração da equidade na saúde digital continua inconsistente. Um portal, uma teleconsulta ou um modelo de IA pode ampliar desigualdades quando exige conectividade, literacia, idioma ou documentação que parte da população não possui. Medir apenas disponibilidade tecnológica omite quem não chega ao serviço, quem desiste e quem recebe pior desempenho.

O quinto ano do plano

O programa entra agora numa fase em que resultados precisam de complementar inventários de atividade. Portugal é citado numa iniciativa de capacitação nacional em IA na saúde, apresentada no Porto em 2025 e num encontro global em Lisboa em julho de 2026. O teste será transformar formação e documentos em serviços auditáveis, com indicadores comparáveis de acesso, segurança e benefício para grupos diferentes.

Fonte
OMS/Europa