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Austrália pressiona Big Tech a competir também pela segurança das crianças online

Anthony Albanese reuniu-se com Tim Cook e defendeu que a segurança infantil deve tornar-se uma característica competitiva dos produtos digitais.

4 minAtualizado
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Austrália pressiona Big Tech a competir também pela segurança das crianças online

O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese reuniu-se com Tim Cook no Apple Park e assistiu a uma demonstração de novas ferramentas parentais da Apple.

Num comunicado de 20 de setembro, o Governo australiano afirmou que a Apple tem apoiado as reformas do país na área da segurança online e que algumas funcionalidades procuram ajudar os pais a gerir conteúdo, contactos e acesso a aplicações.

Albanese defendeu que as empresas tecnológicas devem competir também pelas suas credenciais de segurança, e não apenas pela conveniência dos produtos.

Segurança como característica de produto

O ângulo mais relevante não é apenas a reunião política. É a tentativa de tratar a segurança infantil como parte do próprio desenho dos serviços: definições, controlos parentais, padrões de acesso e proteção por defeito.

A relação causal entre reformas australianas e funcionalidades concretas da Apple deve, contudo, ser formulada com prudência. O Governo atribui influência às suas medidas, mas isso não demonstra que cada ferramenta tenha sido criada por causa da legislação.

Diagrama
Diagrama conceptual das responsabilidades de governo, plataformas, pais e utilizadores jovens na segurança online.
A segurança infantil online envolve regras públicas, desenho dos produtos, supervisão parental e a experiência do utilizador jovem. Elaboração Radar Futuro com base no Governo australiano.

O sinal para o futuro

A segurança infantil pode começar a ser tratada como uma especificação de produto — comparável, em lógica de concorrência, a autonomia, câmara ou privacidade — e não apenas como uma opção de controlo parental.

Fonte
Prime Minister of Australia