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CRISTAL testa asas solares antes de medir gelo polar em duas frequências

O satélite europeu passou ensaios de abertura dos painéis e de separação do lançador e seguirá para testes ambientais nos Países Baixos.

6 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA de satélite de observação sobre gelo polar.

O satélite europeu CRISTAL concluiu o primeiro ensaio de abertura dos painéis solares e testes de compatibilidade com o adaptador de lançamento. A ESA anunciou o marco a 26 de outubro, depois de a Airbus terminar a montagem do satélite em Friedrichshafen.

Diagrama
Esquema de satélite com radar de dupla frequência sobre gelo e neve, sem escala.
Esquema de satélite com radar de dupla frequência sobre gelo e neve, sem escala. Radar Futuro

Ensaiar a sequência que só pode acontecer uma vez

O teste verifica mecanismos e software que libertam as asas depois da chegada a órbita. Em paralelo, a equipa confirmou que o satélite encaixa no adaptador da AVIO e que o sistema de separação funciona. Uma revisão intermédia avaliou a qualificação dos equipamentos, instrumentos e subsistemas antes dos ensaios ao nível do satélite.

Duas frequências para separar gelo e neve

CRISTAL, sigla de Copernicus Polar Ice and Snow Topography Altimeter, levará um altímetro radar de dupla frequência e um radiómetro de micro-ondas. O objetivo é medir espessura do gelo marinho, profundidade da neve que o cobre e elevação das grandes camadas de gelo. A combinação ajuda a reduzir uma incerteza importante: distinguir a superfície da neve da posição efetiva do gelo.

Continuidade para as séries polares

A missão prolongará os registos de altimetria iniciados por satélites como o CryoSat e deverá sustentar observações durante pelo menos duas décadas, com um segundo satélite, CRISTAL-B, planeado para o fim da vida operacional do primeiro. Esses registos apoiam ciência climática, navegação polar, águas costeiras e topografia oceânica.

O que falta antes do lançamento

O satélite será transferido para as instalações da ESA nos Países Baixos, onde passará grande parte de 2027 em ensaios ambientais de vibração, acústica, vácuo e temperatura. A janela anunciada, entre o fim de 2027 e o início de 2028, continua dependente dessa campanha e da prontidão do lançador.

Fonte
ESA