Dragonfly completa em simulador a sequência autónoma do primeiro voo em Titã
O ensaio correu em aviónica semelhante à de voo e combinou câmaras, unidades inerciais e lidar em tempo real.

A equipa da missão Dragonfly completou num banco de testes a sequência autónoma prevista para o primeiro voo em Titã. O ensaio ligou software e aviónica semelhante à de voo a dados simulados das câmaras, unidades inerciais e lidar.

O cenário começa após a descida: o rotorcraft procura terreno seguro, sobrevoa a área, regressa ao local selecionado e aterra. A simulação decorreu em tempo real no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.
Imagens falsas para decisões reais do computador
Uma ferramenta gráfica produziu as cenas que as câmaras deverão observar em Titã nos mesmos 20 a 70 milissegundos de exposição previstos em voo. O lidar recebeu terreno simulado para medir altitude, inclinação e obstáculos.
Executar tudo em hardware semelhante ao final permite testar atrasos e interações entre processos. A autonomia é essencial porque a distância impede controlo em tempo real a partir da Terra.
Um marco intermédio
O teste não foi um voo físico nem uma prova nas condições atmosféricas de Titã. A equipa planeia repetir a sequência no sistema de voo real, ensaiar outros perfis e introduzir falhas deliberadas.
O lançamento está previsto não antes de 2028, com chegada em 2034 e três anos de exploração. O resultado confirma integração de sistemas no simulador e aproxima a missão de testes mais representativos.
