Combinação para cancro do endométrio prolonga sobrevivência, mas falha limiar estatístico interino
No DUO-E, durvalumab seguido de durvalumab e olaparib atingiu mediana de 51,1 meses contra 39,6; o p=0,037 ficou acima do limiar pré-especificado de 0,0165.

No ensaio fase 3 DUO-E, doentes com cancro do endométrio avançado ou recorrente tratados com quimioterapia e durvalumab, seguidos de durvalumab e olaparib, apresentaram sobrevivência global mediana de 51,1 meses. No braço de controlo, a mediana foi 39,6 meses.

Uma diferença com uma regra estatística mais exigente
O rácio de risco foi 0,77, com intervalo de confiança de 95% entre 0,60 e 0,98, e p=0,037. A análise era interina e o plano do ensaio exigia p inferior a 0,0165 para declarar significância nesta passagem. Por isso, os dados sugerem redução do risco de morte, mas não cumprem ainda o critério formal definido antes de abrir os resultados.
O que já estava estabelecido
O DUO-E incluiu 718 participantes e comparou três estratégias. Resultados anteriores mostraram melhoria de sobrevivência livre de progressão com o regime que combina imunoterapia e o inibidor PARP. A nova atualização concentra-se na sobrevivência global, um desfecho mais tardio e sujeito a sucessivas análises.
Esperar pela análise final
A proporção estimada de participantes vivos aos 36 meses foi 63,4% no braço combinado e 52% no controlo. A magnitude merece atenção clínica, enquanto a conclusão estatística permanece condicionada pelo limiar interino. A análise final dirá se o sinal se mantém com mais eventos e permitirá pesar benefício, toxicidade e subgrupos.
