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EEG permite a doentes sem resposta controlar um som com a atividade cerebral

Num estudo com 41 doentes com lesão cerebral aguda, cerca de um terço alterou a frequência de um tom através de tentativas de movimento detetadas no EEG.

4 minAtualizado
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Ilustração editorial gerada por IA de um sistema EEG junto a uma cama hospitalar, com auscultadores e monitor de ondas cerebrais.

Doentes que pareciam não responder a qualquer comando conseguiram controlar a frequência de um som através da atividade cerebral. A interface não invasiva, testada em 41 pessoas com lesão cerebral aguda, registou EEG junto à cama, reconheceu tentativas de abrir e fechar a mão e transformou esse sinal em feedback auditivo.

Diagrama
Diagrama Radar Futuro: O feedback fecha o circuito: a tentativa muda o EEG, o algoritmo muda o tom e o doente recebe confirmação.
O feedback fecha o circuito: a tentativa muda o EEG, o algoritmo muda o tom e o doente recebe confirmação. Radar Futuro

Detetar intenção em tempo real

Uma voz gravada pedia ao participante que imaginasse ou tentasse o movimento. O computador analisava as ondas cerebrais e subia ou descia o tom quando encontrava o padrão esperado. Cerca de um em cada três participantes atingiu controlo mensurável após treino breve. Todos os doentes com dissociação cognitivo-motora detetada por um exame separado conseguiram fazê-lo.

Porque o EEG muda a possibilidade prática

Trabalhos anteriores tinham encontrado sinais de consciência oculta e até respostas simples com ressonância magnética funcional. O EEG está muito mais disponível numa unidade de cuidados intensivos e pode funcionar sem transportar o doente. Isso aproxima a tecnologia do contexto clínico, embora o estudo continue a ser uma prova de princípio.

O canal ainda é estreito

Controlar um tom não equivale a expressar dor, fome ou uma decisão. A equipa terá de demonstrar respostas reprodutíveis, distinguir intenção de ruído e adaptar o sistema a diferentes lesões e medicação. O resultado estabelece que alguns doentes conseguem entrar num circuito de feedback; a comunicação útil continua por construir.

Fonte
Brain — artigo científico