Primeiros 13 nós da EOSC entram em operação para ligar recursos científicos
A federação europeia expande-se para além do nó da União Europeia, com dados e serviços de diferentes organizações.

Os primeiros treze nós de investigação da federação European Open Science Cloud, ou EOSC, começaram a operar, anunciou a Comissão Europeia em 16 de outubro. A rede passa assim a integrar recursos para além do nó europeu que já existia.

A mudança é relevante para investigadores que precisam de encontrar dados e utilizar serviços de várias organizações. Os nós ligam recursos institucionais, nacionais ou temáticos através de serviços interoperáveis, em vez de exigir que toda a investigação seja transferida para um único repositório.
Treze operacionais, 27 em integração
Os treze fazem parte de um conjunto de 27 nós em adesão, através de duas vagas em 2025 e 2026. A contagem maior refere-se à integração na federação, não à disponibilidade operacional simultânea de todos os nós.
O anúncio coincidiu com o encerramento do simpósio EOSC em Florença, realizado de 14 a 16 de outubro. A fase seguinte prevê mais recursos e capacidades de ligação.
Para o leitor, a distinção essencial é entre o local onde um recurso é gerido e a forma de o descobrir e utilizar em conjunto com outros. “Cloud” designa aqui um ambiente federado de investigação; o anúncio não corresponde à abertura de treze edifícios nem a uma transferência geral de dados para acesso público irrestrito.
Acesso continua a precisar de regras
Proteção de dados, segurança e confiança permanecem condições expressas da federação. A confirmação operacional apresentada pela Comissão não demonstra, por si só, quanto tempo um investigador poupa ou que todos os recursos sejam acessíveis a qualquer pessoa.
O resultado concreto é a expansão da rede em funcionamento. A sua utilidade deverá ser avaliada também pelo acesso efetivo aos serviços e pela experiência dos utilizadores, além da contagem de nós. Esta peça não realizou testes de utilização dos serviços.
