Hubble e Webb revelam camadas diferentes da Nebulosa Cabeça de Gato
Luz visível e infravermelha expõem a borda ionizada, poeira aquecida e estrelas escondidas num pilar de Carina.

O mesmo pilar em luz diferente
A NASA publicou a 29 de outubro uma comparação do Hubble e do Webb de uma estrutura apelidada Cabeça de Gato, na Nebulosa de Carina, a cerca de 7.500 anos-luz. É um pilar de gás e poeira esculpido por radiação e ventos de estrelas massivas.
O Hubble define a superfície
Na luz visível, poeira densa bloqueia a emissão posterior. A borda iluminada marca gás ionizado, onde radiação ultravioleta remove eletrões e aquece a superfície. A vista torna legível a erosão que dispersa matéria e comprime algumas regiões.
O Webb atravessa mais poeira
No infravermelho próximo e médio, a poeira fica parcialmente transparente. Surgem estrelas de fundo, estruturas internas e emissão de poeira quente, além de assinaturas de moléculas ricas em carbono. As zonas escuras deixam de parecer simples ausência de matéria.
Um olho provável
Um ponto brilhante pode ser uma estrela jovem embebida no pilar. A NASA apresenta essa identidade como provável, não como caracterização concluída. Espectro, temperatura, envolvente e movimento terão de a distinguir de uma fonte de fundo.
Uma estrutura temporária
Ventos e radiação continuam a remover matéria, enquanto regiões comprimidas podem formar estrelas. A comparação mostra o ambiente em camadas e relaciona opacidade, temperatura e ionização com o nascimento estelar. A imagem é uma ferramenta de análise, não apenas uma ilustração.
