Inquérito liga utilidade percebida à intenção de usar IA generativa na investigação
O estudo analisou 1.150 respostas válidas de investigadores e académicos na China e encontrou associações entre utilidade, atitude e intenção.

Um estudo publicado a 26 de outubro analisou como investigadores e académicos na China avaliam a IA generativa. Das 1.283 respostas recolhidas, 1.150 foram consideradas válidas. Os autores aplicaram o Modelo de Aceitação de Tecnologia para relacionar utilidade percebida, atitude e intenção declarada de uso.

As associações medidas
A utilidade percebida apresentou associação positiva com a atitude perante a tecnologia, com coeficiente padronizado de 0,489, e com a intenção de uso, com 0,385. A atitude também se associou à intenção, com 0,323. Os intervalos e testes relatados indicam que as relações são estatisticamente distinguíveis de zero na amostra.
Uma cadeia de perceções
A análise de mediação estimou um efeito indireto de 0,157 entre utilidade e intenção através da atitude, com intervalo bootstrap de 95% entre 0,120 e 0,199. O modelo descreve um padrão coerente: quem considera a ferramenta útil tende a avaliá-la melhor e a declarar maior intenção de adoção.
O que o estudo não mede
Respostas recolhidas num único momento não permitem concluir que aumentar a utilidade percebida cause adoção. Intenção declarada não equivale a uso observado, e o estudo não avaliou precisão, produtividade, integridade científica ou qualidade dos resultados produzidos com IA. A amostra nacional limita generalizações para outros sistemas académicos.
Consequência para instituições
Os dados sustentam a necessidade de políticas que tratem formação, utilidade e regras de uso em conjunto. Uma instituição pode acompanhar uso real, tipos de tarefa, incidentes e qualidade do trabalho para testar se as intenções se traduzem em práticas responsáveis. Sem essa segunda camada, o estudo informa aceitação, não impacto.
