Inquérito encontra uso elevado de IA entre jovens e confiança baixa nas empresas
Entre 38 mil inquiridos nos EUA, 89% dos 18–24 anos usavam ferramentas de IA, mas só 30% confiavam nas empresas.

Um inquérito da Northeastern University a mais de 38 mil pessoas nos 50 estados norte-americanos encontrou uma diferença acentuada entre utilização de IA e confiança nas empresas que a desenvolvem.

Entre os 18 e os 24 anos, 89% declararam ter usado ferramentas de IA, enquanto 30% disseram confiar nas empresas. O resultado mede atitudes recolhidas entre junho e agosto de 2026, não comportamentos observados nem causalidade.
Consenso na formação, divisão na infraestrutura
O apoio a programas de reconversão para empregos com uso intensivo de IA reuniu 64% dos republicanos e 63% dos democratas. Contas de formação associadas ao trabalhador receberam 57% e 56%, respetivamente.
A implantação física encontrou maior resistência: 54% não apoiariam um novo centro de dados de IA na própria comunidade, 22% apoiariam e 23% não tinham opinião. As respostas variaram com escolaridade, género e identificação partidária.
O que o inquérito permite concluir
Os dados revelam uma coligação possível em torno da preparação laboral, apesar da desconfiança institucional e da oposição local à infraestrutura. Não explicam por si só as causas dessas atitudes.
O relatório é o primeiro de uma série do projeto CHIP50. A representatividade depende da metodologia de amostragem e ponderação, que deve acompanhar qualquer comparação fina entre subgrupos.
