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Sistema de IA coordena diagnósticos virtuais e supera médicos em dois testes escritos

O MAI-DxO escolhe especialistas virtuais, exames e sínteses; resultados em casos NEJM e MIMIC-IV-ED foram superiores aos grupos médicos comparados, sem validação clínica prospetiva.

4 minAtualizado
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Ilustração editorial gerada por IA de evidência clínica a convergir num processo de diagnóstico assistido.

Um sistema da Microsoft que coordena vários agentes de IA obteve maior exatidão diagnóstica do que grupos de médicos em dois testes escritos. O MAI-DxO distribui papéis — geração de hipóteses, escolha de exames, crítica e síntese — e repete o ciclo à medida que recebe nova informação.

Diagrama
Diagrama Radar Futuro: Mostra como hipóteses, testes, custo, crítica e síntese alimentam novas rondas.
Mostra como hipóteses, testes, custo, crítica e síntese alimentam novas rondas. Radar Futuro

Dois conjuntos de problemas

A avaliação incluiu 304 casos clínicos complexos publicados no New England Journal of Medicine e apresentações mais comuns extraídas do MIMIC-IV-ED. Nos casos complexos, uma configuração do sistema atingiu 83% de acerto, contra 22% para médicos sem recursos adicionais e 36% com acesso a recursos. Nos casos de urgência, o valor divulgado foi 80%, contra 47% no grupo médico.

O custo entrou na função de decisão

O sistema não recebeu logo todos os exames. Tinha de pedir dados e pagar um custo simulado por cada passo. Uma configuração chegou a 81% de exatidão usando menos de metade do custo de testes do comparador. Esta métrica aproxima o exercício de uma decisão real, embora preços simulados e casos textuais continuem longe de um serviço clínico.

O teste decisivo será prospetivo

Os casos tinham diagnósticos conhecidos e informação preparada. A consulta real inclui sintomas incompletos, mudanças ao longo do tempo, preferências do doente e responsabilidade profissional. Está planeada avaliação prospetiva no Beth Israel Deaconess Medical Center. Até esses resultados, o estudo demonstra capacidade em benchmarks e não eficácia clínica autónoma.

Fonte
Science — artigo científico