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Relatório escolhe quatro regiões lunares para futuras missões tripuladas

Bhabha, Mons Hadley, bacia Orientale e planalto Aristarchus foram priorizados por perguntas científicas complementares fora dos polos.

7 minAtualizado
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Ilustração editorial sobre relatório escolhe quatro regiões lunares para futuras missões tripuladas.

Um relatório de consenso das Academias Nacionais dos Estados Unidos recomenda quatro destinos não polares para futuras missões tripuladas à Lua: cratera Bhabha, Mons Hadley, bacia Orientale e planalto Aristarchus. O estudo foi pedido pela NASA para orientar missões curtas, com duas pessoas e entre uma e quatro atividades extraveiculares, além da atual concentração no polo sul.

Diagrama
Mapa lunar esquemático frente/verso: Onde ficam os quatro destinos e que pergunta principal cada um permite atacar?
Relaciona posição, ambiente e objetivo científico de cada local. Radar Futuro

Quatro locais, quatro conjuntos de perguntas

Bhabha fica no lado oculto e daria acesso a material associado à bacia de impacto mais antiga preservada, à crosta lunar distante e a um ambiente protegido da interferência radioelétrica terrestre. A região permitiria instalar experiências de radioastronomia e ótica, embora as comunicações exijam infraestrutura dedicada.

Mons Hadley, próximo da alunagem da Apollo 15, permitiria comparar equipamentos e materiais biológicos expostos ao ambiente lunar durante mais de 50 anos, recolher novas amostras e testar observações de clima espacial e mitigação de radiação.

A bacia Orientale é um grande sistema de anéis de impacto bem preservado. O relatório aponta a diversidade geológica, o ambiente sísmico quieto, o retorno de amostras e a eventual instalação de um observatório de ondas gravitacionais. O planalto Aristarchus oferece uma paisagem vulcânica variada, possíveis recursos e locais para clima espacial e estudos de proteção radiológica.

A lista implica novas capacidades

As Academias recomendam que a NASA ultrapasse o atual limite planeado de cerca de dois quilómetros para deslocações extraveiculares, desenvolva um rover simples sem pressurização, mantenha comunicação contínua e assegure instrumentos capazes de funcionar durante vários ciclos de dia e noite lunares. Também propõem observação orbital de alta resolução para segurança e planeamento.

O que a recomendação faz — e o que não faz

Os quatro locais maximizam retorno científico complementar segundo o comité. Não são locais de alunagem aprovados, nem existe neste documento um calendário de missões. A escolha operacional terá de incorporar relevo, iluminação, propulsão, comunicações, custo e risco, além da ciência.

O valor do relatório está em ligar perguntas a lugares e a capacidades. Evita tratar qualquer regresso à Lua como equivalente: um observatório no lado oculto, amostras de uma bacia de impacto e hardware exposto desde a Apollo exigem destinos e instrumentos diferentes.

Fontes

Fonte
National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine