SBTN amplia métodos para definir metas de água e solo nas empresas
A versão 2.0 da Science Based Targets Network acrescenta percursos por etapas, impactos de pesticidas, águas subterrâneas e restauração de terrenos.

A Science Based Targets Network lançou em 12 de outubro a versão 2.0 dos seus métodos para empresas definirem metas relacionadas com a natureza. A atualização amplia água doce e uso do solo, introduz opções por etapas e inclui objetivos de envolvimento de fornecedores para cadeias com dados incompletos.

Mais impactos entram no método
Na água, a orientação passa a dar maior atenção a águas subterrâneas e a impactos de qualidade associados a pesticidas. No solo, acrescenta percursos para regeneração e restauração de terrenos produtivos e orientações para mineração, infraestrutura, construção e indústrias extrativas.
O processo começa por avaliar e priorizar impactos na cadeia de valor, avança para metas ligadas a lugares concretos e termina em planeamento de ações. A versão 2.0 permite escopos focados e validação faseada, preservando divulgação pública e avaliação independente.
Uma mudança de condições, não de resultados ambientais
A novidade verificável é a disponibilidade de métodos e ferramentas mais abrangentes. A SBTN afirma que mais de 300 empresas em 40 países trabalham com os seus métodos e que mais de 60 metas de terra e água foram validadas em 18 empresas. Esses números medem adesão e validação, não recuperação ecológica já demonstrada.
A orientação é voluntária. O efeito depende da qualidade dos dados, da ambição das metas, da execução no terreno e da verificação dos progressos. A utilidade da versão 2.0 ficará mais clara quando empresas publicarem bases de referência, geografias, intervenções e resultados comparáveis.
