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Tarlatamab e durvalumab reduzem risco de morte no cancro do pulmão de pequenas células

No DeLLphi-305, a manutenção combinada atingiu 21,1 meses de sobrevivência mediana contra 12,7 meses; síndrome de libertação de citocinas ocorreu em 49,6%.

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Ilustração editorial gerada por IA de uma célula T ligada a uma célula tumoral DLL3 positiva por uma ponte biespecífica.

No ensaio fase 3 DeLLphi-305, a combinação de tarlatamab e durvalumab como manutenção prolongou a sobrevivência mediana para 21,1 meses, contra 12,7 meses com durvalumab isolado. O rácio de risco de morte foi 0,42, com intervalo de confiança de 95% entre 0,32 e 0,54 e p inferior a 0,001.

Diagrama
Diagrama Radar Futuro do mecanismo CD3–DLL3 do tarlatamab e dos resultados principais de sobrevivência do ensaio DeLLphi-305.
O tarlatamab liga CD3 nas células T a DLL3 nas células tumorais; no DeLLphi-305, a combinação com durvalumab aumentou a sobrevivência mediana de 12,7 para 21,1 meses. Radar Futuro

Quem entrou no ensaio

Foram aleatorizados 563 doentes com cancro do pulmão de pequenas células em estádio extenso cuja doença não tinha progredido após tratamento inicial com durvalumab, quimioterapia baseada em platina e etopósido. O estudo aberto comparou os dois regimes de manutenção até progressão ou toxicidade inaceitável. Aos 12 meses, a sobrevivência estimada era 79,4% no braço combinado e 53,3% no controlo.

Um ganho acompanhado por toxicidade específica

A sobrevivência livre de progressão mediana foi 7,4 contra 1,9 meses, com rácio de risco 0,34. Eventos relacionados com o tratamento de grau 3 ou superior ocorreram em 20,9% no braço combinado e 10,8% no controlo. A síndrome de libertação de citocinas foi registada em 49,6% dos participantes que receberam tarlatamab; quase todos os casos foram de grau 1 ou 2 e houve um caso de grau 3.

O que muda e o que falta

Tarlatamab liga DLL3 nas células tumorais a CD3 nas células T. O resultado apoia antecipar este mecanismo para a primeira manutenção, depois da indução. A indicação aprovada nos Estados Unidos referida pela empresa continua ligada a doença que progrediu após platina; qualquer expansão depende de avaliação regulatória. O ensaio foi patrocinado pela Amgen, com financiamento parcial e durvalumab fornecido pela AstraZeneca.

Fonte
ESMO — análise do DeLLphi-305