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Teghaza 001 guarda sinais de água na crosta de Marte há mais de quatro mil milhões de anos

A datação de um meteorito encontrado no Sara coloca-o entre as três rochas marcianas mais antigas conhecidas.

6 minAtualizado
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Teghaza 001 guarda sinais de água na crosta de Marte há mais de quatro mil milhões de anos

Uma amostra da crosta primitiva

Teghaza 001 foi encontrado no Sara em 2022 e pesa cerca de 800 gramas. Uma equipa financiada pela NASA concluiu que cristalizou há mais de 4,1 mil milhões de anos, colocando-o entre os três meteoritos marcianos mais antigos conhecidos. A idade aproxima a amostra da formação inicial da crosta de Marte.

Dois relógios minerais

Os investigadores dataram zircões e aplicaram medições rubídio-estrôncio na própria rocha. Métodos independentes ajudam a separar cristalização de acontecimentos posteriores. Minerais alterados por água registam interação aquosa por volta de 4,1 mil milhões de anos, muito cedo na história do planeta.

O que a rocha permite concluir

A amostra liga composição, idade e alteração por água. Sustenta a existência de ambientes aquosos na crosta antiga, sem determinar a sua extensão, duração ou habitabilidade. Um meteorito oferece análises laboratoriais finas, mas perde o contexto geográfico quando é expulso do planeta.

Treze origens candidatas

A equipa comparou composição e idade com dados orbitais e identificou 13 regiões marcianas possíveis. A lista reduz o espaço de procura, mas não confirma uma cratera. Sem localização, não se sabe se Teghaza 001 representa uma área ampla ou um fragmento raro.

Uma referência para futuras amostras

O estudo ajuda a testar quando Marte formou crosta estável e manteve água líquida. A combinação futura com amostras recolhidas em locais conhecidos permitirá ligar idades a paisagens e sedimentos, distinguindo acontecimentos locais da evolução global do planeta.

Fonte
NASA JPL