Mapa de 5,4 milhões de células liga variantes raras à expressão imunitária
A primeira fase do TenK10K combina genomas de 1.925 pessoas com RNA de 28 tipos celulares e encontra efeitos regulatórios dependentes da célula.

A primeira fase do projeto TenK10K analisou 5,4 milhões de células imunitárias de 1.925 pessoas, combinando sequenciação do genoma completo com RNA de célula única. O objetivo é perceber em que células uma variante genética muda a atividade de um gene, uma ligação que estudos feitos com sangue agregado podem diluir.
Vinte e oito tipos celulares
Os investigadores mapearam variantes comuns e raras em 28 tipos de células. Encontraram variantes regulatórias comuns para 83% dos 21.404 genes testados e sinais cumulativos de variantes raras para 47%. Cerca de metade dos efeitos apareceu apenas num tipo celular ou num pequeno conjunto, e quase nenhum foi universal.
O que a escala acrescenta
O método SAIGE-QTL modela células individuais em vez de resumir cada pessoa num valor médio. O estudo identificou mais de 150 mil efeitos de variantes comuns e mais de 30 mil de variantes raras. Quase cinco mil genes tinham sinais que não tinham sido reportados num grande estudo anterior de expressão no sangue.
Da variante ao possível mecanismo
Ao cruzar os resultados com 60 doenças e características sanguíneas, a equipa encontrou mais de 60 mil eventos de colocalização em mais de cinco mil genes. Colocalização indica que sinais genéticos podem partilhar uma origem estatística; não confirma, por si, que alterar aquele gene tratará a doença.
Um recurso com limites de representação
A análise principal usa 1.925 pessoas de ascendência europeia escolhidas de uma coorte maior. Isso melhora o poder estatístico dentro da amostra, mas limita a transferência dos resultados. Fases seguintes deverão aumentar diversidade, número de participantes e estímulos celulares, e testar experimentalmente os mecanismos sugeridos.
