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UTC contínuo tem data marcada: 20 de maio de 2027

A Conferência Geral de Pesos e Medidas decidiu antecipar a continuidade da escala de tempo usada nas infraestruturas digitais.

3 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA de equipamento de medição temporal, mecanismo de relógio e globo sobre uma bancada.

A escala de tempo que serve de referência a redes de telecomunicações, sistemas de energia e serviços digitais vai passar a ser contínua em 20 de maio de 2027. A decisão consta da Resolução 5 aprovada pela Conferência Geral de Pesos e Medidas, reunida em Versalhes, e foi anunciada pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas em 15 de outubro.

Diagrama
Esquema distingue UT1, ligado à rotação terrestre, de UTC, a referência civil. A continuidade do UTC começa em 20 de maio de 2027, mantendo a monitorização de UT1 e um limite de diferença de 3600 segundos.
A continuidade do UTC altera a referência usada pelos sistemas, mantendo separada a observação da rotação terrestre. Linhas conceptuais, sem previsão de deriva. Radar Futuro

O UTC combina uma cadência baseada em relógios atómicos com uma ligação histórica à rotação da Terra. Como esta última varia, foram usados segundos intercalares para manter próximas as duas referências. O problema operacional surge quando equipamentos e serviços têm de representar esse segundo de forma consistente. Métodos diferentes de o absorver podem produzir desencontros entre sistemas.

Um calendário concreto para a transição

A conferência já tinha decidido, em 2022, aumentar até 2035 o desfasamento máximo admitido entre UTC e UT1, a referência ligada à rotação terrestre. A nova resolução fixa uma data anterior e estabelece esse limite em 3600 segundos. Trata-se da margem permitida entre escalas ao longo do tempo; a decisão não manda acrescentar uma hora aos relógios em maio de 2027.

O comunicado de encerramento enquadra a medida entre sete resoluções adotadas na conferência de 13 a 15 de outubro. Para quem gere infraestruturas, a novidade é um marco de implementação que pode entrar nos planos de atualização, testes e coordenação entre fornecedores.

A rotação terrestre continuará a ser medida

O texto mantém a monitorização da diferença UT1–UTC e prevê colaboração com as organizações afetadas. Aplicações que necessitam dessa informação continuarão a obtê-la por serviços especializados. A continuidade da referência civil e digital pode, assim, coexistir com o acompanhamento astronómico da Terra.

A tarefa imediata será traduzir o calendário internacional em práticas compatíveis entre sistemas. A resolução estabelece a direção e a data; a preparação de equipamentos, software e utilizadores exige coordenação durante a transição.

Fontes
BIPM — Resolução 5 da 28.ª CGPMBIPM — Resoluções adotadas