Apple e AAP propõem um guia familiar que vai além de contar tempo de ecrã
O guia combina orientações da Academia Americana de Pediatria com ferramentas parentais da Apple. No mesmo dia, a Meta anunciou novas funções escolares do Instagram nos EUA.

Contar minutos de utilização ajuda a organizar uma rotina, mas não descreve, por si só, o que uma criança faz online, com quem comunica ou se o ecrã interfere com sono, exercício e convívio. A Apple e a Academia Americana de Pediatria apresentaram a 29 de setembro um guia para famílias que aborda essas dimensões em conjunto com ferramentas de controlo parental dos dispositivos Apple.
O documento propõe seis passos: iniciar uma conversa sobre o uso de dispositivos; configurar a conta da criança; rever definições de segurança de aplicações e websites; criar horários; gerir contactos; e voltar a discutir as regras à medida que a criança cresce. A orientação inclui informação por idades. As funções associadas aos sistemas da Apple podem variar segundo o país, o equipamento e a versão do software.

Uma segunda mudança, no contexto escolar
No mesmo dia, a Meta anunciou a expansão do programa de parceria entre Instagram e escolas dos Estados Unidos. Escolas verificadas passam a dispor de canais e notas para comunicar com alunos e famílias. A plataforma acrescenta também funcionalidades para estudantes de escolas participantes que concluam uma verificação externa, como diretórios de clubes e equipas e informação escolar no perfil.
Os anúncios têm objetivos diferentes: o guia da Apple centra-se na organização da vida familiar; as novas funções da Meta procuram estruturar interações ligadas à escola dentro de uma rede social. Nenhum dos comunicados prova, por si só, que as ferramentas melhorem o bem-estar ou a segurança dos jovens. Essa avaliação exige observação independente e atenção aos efeitos não previstos.
A pergunta para as famílias
Os minutos continuam a ser úteis para estabelecer limites. Mas uma decisão informada precisa também de perguntar que conteúdos são vistos, que contactos são permitidos, quando o dispositivo é usado e se a criança participa na definição das regras. O contexto da utilização importa tanto quanto a duração.
Leia também: A Austrália pressiona as grandes plataformas a competir também pela segurança das crianças online.
