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Coreia do Sul conclui primeira viagem comercial de ida e volta pela rota do Ártico

O PanStar Acro regressou a Busan após 50 dias; a viagem-piloto confirma viabilidade operacional, mas não regularidade nem rentabilidade.

2 minAtualizado
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Ilustração conceptual de um porta-contentores numa rota ártica, sem reproduzir o navio real.

O porta-contentores PanStar Acro regressou a Busan em 11 de outubro, 50 dias depois da partida, concluindo a primeira viagem comercial sul-coreana de ida e volta à Europa pela Rota Marítima do Norte. O navio saiu em 22 de agosto e fez escalas em Felixstowe, Roterdão e Gdansk.

O que foi transportado

A carga comercial somou 737 TEU. Outros relatos chegaram a 837 TEU ao incluir cerca de uma centena de contentores vazios; a distinção evita apresentar embalagens de reposicionamento como carga vendida. A travessia serviu para testar operações, coordenação portuária e condições da rota.

Autoridades sul-coreanas estimam que o percurso pelo Ártico pode reduzir em cerca de um terço o tempo de viagem face às rotas usuais. Essa percentagem é uma estimativa para o corredor e não uma comparação operacional completa publicada para esta única viagem.

Uma passagem aberta por mudanças climáticas

A retração do gelo marinho torna a navegação sazonalmente mais acessível. A mesma mudança que cria o atalho aumenta riscos ambientais: gelo móvel, resposta limitada a acidentes, emissões de carbono negro e pressão sobre ecossistemas frágeis. A operação também depende de seguros, condições meteorológicas, assistência e coordenação com a Rússia.

O que o piloto demonstra

A viagem prova que uma operação comercial sul-coreana conseguiu completar o circuito em 2026. Ainda não informa o custo por contentor, a utilização plena do navio, o consumo total de combustível nem a fiabilidade ao longo de várias épocas. Uma rota regular exige repetição sob condições diferentes e procura suficiente.

Seul aponta 2030 como horizonte para um serviço regular. Até lá, a questão decisiva será comparar o desempenho do corredor com alternativas em tempo, custo, emissões, segurança e dependência geopolítica, usando várias viagens e não apenas o sucesso inaugural.

Fonte
Reuters — conclusão da viagem