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Juice transforma imagens de África num ensaio para a exploração de Júpiter

Mosaico divulgado em 16 de outubro resulta da passagem pela Terra em setembro. Observar alvos conhecidos ajuda a caracterizar a câmara JANUS.

2 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA: Terra, nuvens e costa africana vistas através de um aro ótico. Não é uma imagem captada pela Juice.

A ESA divulgou em 16 de outubro uma faixa de imagens de África captada pela câmara JANUS da missão Juice. O mosaico reúne observações feitas em 28 de setembro e permite explorar um percurso entre a região de Madagáscar e o golfo da Guiné.

Diagrama
Dois quadrados com lados proporcionais a 150 e 375 metros ilustram a área no terreno correspondente a um píxel junto de Madagáscar e sobre o Atlântico. A escala da câmara varia durante o afastamento.
Comparação proporcional de um píxel no terreno. Os quadrados representam dimensões aproximadas citadas pela missão, não recortes de uma imagem JANUS. Radar Futuro

Quarenta imagens para construir uma faixa contínua

Cerca de 40 imagens obtidas com filtros vermelho, verde e azul foram colocadas numa grelha cartográfica a partir da posição e orientação da sonda. As zonas sobrepostas foram combinadas. A faixa tem aproximadamente 250 a 300 quilómetros de largura.

A escala muda ao longo da observação: cada píxel corresponde a cerca de 150 metros junto de Madagáscar e a 375 metros sobre o Atlântico, à medida que a sonda se afasta. A aparência contínua do mosaico não implica uma resolução uniforme.

A JANUS dispõe de 13 filtros; três foram usados nesta composição. Segundo a ESA, o programa de observação entre 27 de setembro e 2 de outubro reuniu 740 imagens da Terra e da Lua.

Um alvo familiar revela problemas do instrumento

O DLR explica que fotografar corpos conhecidos ajuda a caracterizar a câmara em condições reais. Exposições do lado noturno da Terra testaram sinais fracos; observações do limite iluminado da Lua permitiram estudar luz dispersa que pode contaminar uma imagem.

Este trabalho prepara a interpretação das futuras observações de Júpiter e das suas luas. Um brilho inesperado pode pertencer ao alvo ou resultar da ótica: caracterizar esse comportamento antes da chegada reduz ambiguidades na análise.

A passagem pela Terra também alterou a trajetória da Juice com assistência gravitacional. O DLR indica uma nova passagem pela Terra prevista para janeiro de 2029 e chegada ao sistema de Júpiter em 2031.

O resultado divulgado agora

A novidade desta semana é o produto de imagem e a explicação dos testes. A passagem pela Terra ocorreu em setembro e deve conservar essa data no relato. As futuras resoluções junto de luas de Júpiter pertencem ao planeamento da missão.

O mosaico permite já compreender como geometria, filtros e distância condicionam uma imagem espacial. Para a missão, o seu valor adicional está na oportunidade de distinguir comportamento instrumental de características reais antes de observar alvos menos conhecidos.

Fontes
ESA — Fly over Africa with JuiceDLR — testes de JANUS e GALA