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Novo método encontra exoplaneta em dados do Webb com sensibilidade até 15 vezes maior

Um modelo físico ajustado por diferenciação automática compensou instabilidades instrumentais e detetou 51 Eridani b a 4,3 micrómetros.

3 minAtualizado
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Novo método encontra exoplaneta em dados do Webb com sensibilidade até 15 vezes maior

Investigadores apresentaram na Nature, em 4 de novembro, um método físico para remover o brilho estelar de imagens coronográficas. Aplicado a observações reais da NIRCam do telescópio James Webb, o sistema atingiu uma sensibilidade entre duas e 15 vezes superior à de técnicas de referência.

Diagrama
Esquema da supressão do brilho estelar, modelo físico das aberrações e sinal residual planetário.
O modelo procura separar a luz da estrela do sinal de um planeta. Radar Futuro

O problema do brilho da estrela

Mesmo planetas gigantes jovens podem ser cerca de 100 mil vezes menos brilhantes do que a estrela hospedeira no infravermelho próximo. Os algoritmos habituais constroem um modelo da luz estelar com imagens de referência, mas pequenas diferenças de apontamento e deriva térmica alteram o padrão entre observações.

Milhões de parâmetros ligados à física

O novo método representa o percurso óptico e ajusta milhões de parâmetros através de diferenciação automática. Em vez de depender apenas de uma biblioteca empírica, tenta estimar as alterações do instrumento presentes na própria observação e construir um modelo do brilho a subtrair.

A demonstração incluiu a primeira deteção de 51 Eridani b a 4,3 micrómetros. O resultado foi obtido em dados no céu, não apenas em simulação.

O alcance do avanço

A melhoria varia entre conjuntos de dados e não significa que o Webb consiga agora fotografar uma Terra gémea. O contraste necessário para planetas semelhantes à Terra em torno de estrelas como o Sol pode chegar a uma parte em dez mil milhões, muito além desta demonstração.

Porque importa

Se o método se generalizar, poderá recuperar sinais que ficam abaixo do limite imposto pela estabilidade do telescópio e aliviar parte dos requisitos de missões futuras. A validação em outros alvos, instrumentos e observatórios mostrará se o ganho é consistente.

Fonte
Nature — artigo sobre imagem direta de exoplanetas