NASA anuncia X-70 para testar controlos de voo reconfiguráveis
O avião tripulado deverá transportar até 907 quilogramas de experiências e fazer o primeiro voo sob operação da agência dentro de dois anos.

A NASA apresentou em 4 de novembro o X-70 Fractal, um avião experimental tripulado concebido para trocar rapidamente controlos de voo e cargas de investigação. A agência espera realizar o primeiro voo sob a sua operação dentro de dois anos. O anúncio define a arquitetura e as metas técnicas; não apresenta ainda desempenho medido em ensaios da NASA.

Uma plataforma para experiências sucessivas
O X-70 foi pensado para receber até 2.000 libras, cerca de 907 quilogramas, de equipamentos em posições internas e externas. Esta modularidade deverá permitir instalar sensores, computadores, atuadores e outros sistemas sem construir um demonstrador novo para cada programa. A aeronave tem peso máximo de descolagem anunciado de 10.000 libras.
As especificações de projeto apontam para cruzeiro a Mach 0,75, altitude máxima de 45.000 pés e alcance superior a 1.500 milhas náuticas, cerca de 2.778 quilómetros. Estes valores descrevem a capacidade prevista da plataforma e terão de ser confirmados em voo.
Porque o controlo reconfigurável importa
Uma aeronave de investigação precisa de reproduzir comportamentos diferentes sem comprometer segurança. Ao alterar leis de controlo e a resposta aos comandos, os engenheiros podem estudar manobrabilidade e validar tecnologia antes de a integrar em aviões operacionais. A NASA afirma que o X-70 deverá explorar regimes ainda não demonstrados em voo tripulado.
O papel dentro da família X
Os X-planes funcionam como instrumentos de investigação, não como protótipos diretos de um produto comercial. O X-70 junta-se ao X-59, dedicado à redução do estrondo sónico, mas serve uma pergunta diferente: como testar mais experiências numa única plataforma de alto desempenho e reduzir o intervalo entre campanhas.
O que falta demonstrar
O valor científico dependerá da integração real das cargas, da rapidez de reconfiguração, da envolvente de voo certificada e dos dados obtidos em campanhas. Até ao primeiro voo, a conclusão segura é que a NASA adquiriu uma nova plataforma e definiu um plano; a alegada aceleração da investigação será mensurável apenas quando as experiências começarem.
