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NASA testa navegação para evitar zonas de aterragem perigosas

O sistema SPLICE mapeou terreno e simulou uma descida lunar num drone; a validação ocorreu na Terra e ainda não equivale a uma missão na Lua.

3 minAtualizado
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NASA testa navegação para evitar zonas de aterragem perigosas

A NASA divulgou em 4 de novembro os resultados de um ensaio realizado em 27 de agosto no leito seco do lago Rogers, na Califórnia. Um drone Alta-X equipado com o sistema SPLICE completou manobras que simulavam a descida e a aterragem de uma missão lunar.

Diagrama
Esquema do SPLICE: sensores, mapa de elevação, avaliação de risco e decisão de manter ou desviar a trajetória.
O sistema avalia o terreno durante a descida simulada. Radar Futuro

Mapear, avaliar e corrigir a trajetória

O Safe and Precise Landing – Integrated Capabilities Evolution combina sensores, orientação, navegação e controlo. Durante o voo, o sistema produziu mapas digitais de elevação, avaliou possíveis zonas de contacto e ficou preparado para desviar o veículo se o alvo fosse considerado inseguro.

A equipa já tinha testado comunicações, telemetria e comandos em junho e julho. O voo de agosto integrou essas partes numa trajetória de descida e elevou, segundo a agência, o nível de maturidade tecnológica.

O que o teste demonstra

O ensaio mostra que o conjunto consegue funcionar ligado a um veículo aéreo real e reagir a um terreno observado. Não demonstra desempenho na gravidade lunar, no vácuo, com poeira ou sob as restrições térmicas e de radiação de uma missão espacial. A plataforma usada foi um drone remotamente pilotado na Terra.

Porque importa

Missões automáticas precisam de decidir com poucos segundos de margem quando uma cratera, rocha ou inclinação torna o ponto previsto impraticável. Uma navegação capaz de construir um mapa durante a descida pode reduzir a dependência de áreas muito grandes e previamente certificadas.

O que acompanhar

A NASA planeava um ensaio de maior escala e a disponibilização do software no catálogo da agência. A prova decisiva será a integração numa missão e a publicação de métricas como precisão, falsos alertas e margem de desvio.

Fonte
NASA Armstrong Flight Research Center