Social.Wiki quer transformar aplicações sociais em espaços editáveis pelos utilizadores
O protótipo do MIT permite alterar interfaces, regras e algoritmos de uma comunidade sem depender de uma plataforma central.

Uma aplicação que a comunidade pode reescrever
O Social.Wiki trata uma aplicação social como uma wiki: utilizadores podem mudar a interface, acrescentar funções e adaptar regras. O protótipo do MIT, divulgado a 29 de outubro e destinado à ACM UIST, procura deslocar decisões hoje concentradas numa empresa para as comunidades que usam o serviço.
Três camadas
O sistema combina edição assistida, mecanismos de governação plural e uma camada descentralizada de proteção de dados. Variantes podem coexistir, em vez de obrigarem toda a comunidade a aceitar a mesma versão. Cada grupo pode definir como propõe, testa e aprova alterações.
O que os ensaios mostram
Estudos de caso e um hackathon observaram pessoas a criar funções sem uma equipa tradicional de produto. Isso demonstra expressividade e capacidade de adaptação local. Não compara assédio, desinformação, retenção ou proteção de dados com redes comerciais, nem demonstra operação com milhões de utilizadores.
Riscos que acompanham a liberdade
Código modificável amplia a superfície de ataque e pode introduzir interfaces enganosas, versões incompatíveis ou regras difíceis de auditar. O modelo precisa de proveniência, permissões, revisão e reversão. A versão descrita ainda não inclui encriptação ponta a ponta, uma lacuna material para comunicações sensíveis.
O conhecimento novo
O trabalho mostra que a descentralização pode abranger a lógica da aplicação, além da posse dos dados. Continua a ser infraestrutura experimental. Testes prolongados com comunidades reais, adversários e regras de governação serão necessários antes de o considerar uma alternativa pronta a redes sociais estabelecidas.
