Tempestade geomagnética G3 atingiu a Terra após ejeção coronal de 8 de outubro
A NOAA confirmou nível forte na tarde de 10 de outubro e manteve o aviso até ao fim do dia em UTC.

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA confirmou que o campo geomagnético atingiu o nível G3, classificado como forte, às 17h58 UTC de 10 de outubro. A perturbação seguiu-se à chegada, cerca das 14h34 UTC, de uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol em 8 de outubro.

Do Sol à magnetosfera
Uma ejeção de massa coronal transporta plasma magnetizado. Quando a orientação do campo transportado favorece a transferência de energia para a magnetosfera terrestre, intensificam-se correntes elétricas no espaço próximo e na alta atmosfera. A NOAA emitiu um aviso G3 ou superior válido até às 23h59 UTC de 10 de outubro e esperava atividade próxima desse nível durante a janela. Este aviso terminou nessa data; não deve ser interpretado como um alerta ainda em vigor em 11 de outubro.
A escala G vai de G1 a G5. G3 descreve condições capazes de exigir correções de tensão em redes elétricas, aumentar o arrasto sobre satélites em órbita baixa, degradar intermitentemente a navegação por satélite e alterar comunicações de alta frequência. A classificação descreve o ambiente e efeitos possíveis; o aviso consultado não documenta danos concretos.
Porque uma tempestade forte pode passar despercebida
Os impactos dependem da duração, da orientação do campo interplanetário, da latitude e da vulnerabilidade de cada infraestrutura. Operadores de satélites e redes recebem alertas para ajustar procedimentos, enquanto o efeito mais visível para o público costuma ser a expansão das auroras para latitudes mais baixas.
As medições em tempo quase real permitem confirmar que a tempestade começou, mas as condições podem variar rapidamente. Por isso, a hora de validade de um aviso deve ser lida como janela operacional e não como previsão de intensidade constante.
O que se aprendeu
A sequência de 8 a 10 de outubro mostra a cadeia observável entre uma erupção solar, a chegada do plasma e a resposta geomagnética. Para avaliar consequências, é preciso separar três níveis: a ocorrência da tempestade, os efeitos técnicos previstos pela escala e os incidentes efetivamente reportados.
