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Brave passa a cifrar conversas com GLM antes de saírem do navegador

O Leo combina cifragem, um intermediário que oculta o endereço IP ao fornecedor e processamento num ambiente isolado. A verificação ainda passa por servidores da Brave.

2 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA: portátil e envelope selado numa caixa metálica, metáfora de proteção de mensagens. Não é uma interface do Leo.

A Brave anunciou em 15 de outubro uma nova cadeia de privacidade para conversas do Leo com o modelo GLM 5.3 Flash. Disponível nos canais Release, Beta e Nightly, cifra os pedidos no navegador e processa-os num ambiente de execução isolado operado pela NEAR AI.

Diagrama
Mapa do Leo: navegador cifra conteúdo, gateway Brave vê IP mas recebe texto cifrado, ambiente isolado da NEAR AI processa conteúdo sem receber o IP. A chave depende atualmente de verificação do gateway Brave.
Arquitetura descrita pela Brave para GLM 5.3 Flash. A separação de informação depende da implementação; a atestação direta no navegador permanece uma etapa futura. Radar Futuro

Separar quem recebe a ligação de quem lê o pedido

O mecanismo usa Oblivious HTTP, definido no RFC 9458. Neste modelo, um intermediário encaminha mensagens cifradas para um destino que as pode decifrar. A separação procura impedir que uma única parte associe diretamente o conteúdo ao endereço de rede do utilizador.

No serviço anunciado, o intermediário da Brave vê o endereço IP, mas encaminha conteúdo cifrado. O ambiente isolado da NEAR AI processa o texto sem receber esse IP. A resposta regressa cifrada ao navegador.

A expressão cifragem ponta a ponta abrange aqui o dispositivo e código executado no ambiente isolado remoto. O modelo continua a correr fora do computador do utilizador; o texto é decifrado dentro desse ambiente para ser processado.

O que está a ser verificado

Segundo a Brave, a chave só é entregue depois de verificações de atestação do hardware e das versões de software aprovadas. O sistema combina Intel TDX e atestação de GPU Nvidia. O código de verificação e encaminhamento foi disponibilizado publicamente.

A verificação atualmente depende do gateway da Brave. A empresa prevê levar mais verificações para o navegador, incluindo a atestação direta do hardware numa etapa posterior. Essa evolução deve ser distinguida da implementação já disponível.

O RFC explica a propriedade de separação entre intermediário e destino. Não constitui uma auditoria ao serviço da Brave. A garantia concreta depende também da implementação, dos componentes confiados e do dispositivo onde o utilizador escreve.

Uma mudança verificável, com um âmbito definido

A novidade é a alteração da forma como um modelo específico recebe os dados, acompanhada da publicação de código. O anúncio não permite estender automaticamente a mesma proteção a todos os modelos oferecidos pelo Leo.

Para escolher uma ferramenta, interessa identificar o modelo selecionado, o local onde o pedido é decifrado e a entidade que valida o ambiente. Esta arquitetura torna essas dependências mais explícitas; a análise independente do código e da operação poderá testar se a execução corresponde à descrição.

Fontes
Brave — arquitetura e disponibilidadeIETF — RFC 9458, Oblivious HTTP