EIC abre programa de 1,8 mil milhões de euros com nova linha para defesa
O plano de 2027 combina investigação, transição, aceleração e capital para empresas em crescimento, incluindo 100 milhões de euros para tecnologias de defesa.

O Conselho Europeu de Inovação apresentou em 5 de novembro um programa superior a 1,8 mil milhões de euros para 2027. A arquitetura cobre investigação de alto risco, transformação de resultados em produtos, crescimento de start-ups e capital para empresas que procuram rondas maiores. Uma nova chamada de 100 milhões de euros dirige-se a tecnologias de defesa.

Financiamento por etapa
O Pathfinder dispõe de 248 milhões de euros e bolsas até quatro milhões para equipas multidisciplinares. O Transition tem 92 milhões e apoios até 2,5 milhões para transformar resultados de investigação em oportunidades de inovação. Um piloto de desafios avançados recebe 25 milhões e começa com montantes fixos de 300 mil euros.
O Accelerator concentra 578 milhões. Combina subvenções inferiores a 2,5 milhões com investimentos entre 500 mil e dez milhões de euros. A linha STEP Scale Up dispõe de 290 milhões e pode investir entre dez e 30 milhões em empresas capazes de atrair rondas privadas de pelo menos 50 milhões.
Defesa e fundos de maior dimensão
A chamada STEP Scale Up Defence reserva 100 milhões para áreas como defesa aérea, drones e sistemas contra drones, com capital direto até 30 milhões por empresa. Separadamente, o Scaleup Europe Fund terá 400 milhões e será gerido externamente pela EQT, com investimentos acima de 30 milhões.
Compras públicas como primeiro cliente
O programa acrescenta mecanismos para empresas apoiadas testarem soluções com compradores públicos e privados. A medida enfrenta um problema recorrente da deep tech: uma tecnologia pode ultrapassar o laboratório e continuar sem um primeiro cliente capaz de validar aquisição, integração e manutenção.
O que o anúncio permite concluir
O documento define orçamento, instrumentos e condições. Não equivale a 1,8 mil milhões já atribuídos nem garante a criação de empresas competitivas. As sessões de informação estão marcadas para 19 e 20 de novembro. O impacto dependerá das candidaturas, das decisões de investimento e da capacidade de mobilizar capital privado sem diluir objetivos científicos ou civis.
