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Fotões emparelhados permitem espectroscopia distribuída ao longo de 400 quilómetros

A técnica usa correlações de segunda ordem para dispensar alinhamento de fase e reconstruir espectros com potência ultrabaixa.

5 minAtualizado
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Fotões emparelhados permitem espectroscopia distribuída ao longo de 400 quilómetros

Investigadores demonstraram uma forma de reconstruir espectros depois de 400 quilómetros de fibra ótica usando pares de fotões e correlações de segunda ordem. A experiência recebeu, em média, apenas 5,5 × 10⁻¹⁵ watts por linha de pente de frequências e obteve uma relação sinal-ruído superior a 23,5 decibéis.

O problema da fase em ligações longas

Na espectroscopia de dupla frequência, sinais interferem para revelar a assinatura espectral. Vibrações e variações térmicas da fibra alteram a fase durante integrações longas, dificultando a soma coerente dos interferogramas. A técnica apresentada procura uma propriedade conjunta dos eventos detetados, reduzindo a necessidade de manter alinhamento de fase entre os feixes.

Por que o emparelhamento muda a escala do ruído

No esquema testado, a relação sinal-ruído cresce linearmente com a taxa de contagem de fotões. Em técnicas convencionais de contagem, o crescimento típico segue a raiz quadrada. Essa diferença permite acumular sinais extremamente fracos durante mais tempo sem perder a informação devido às flutuações induzidas pela fibra.

O que os números demonstram

A reconstrução a 400 quilómetros mostra robustez num enlace distribuído de laboratório e estabelece um ponto de referência de potência recebida. Não significa que sensores químicos, redes quânticas ou sistemas de metrologia estejam prontos para operar a essa distância em campo. Cada aplicação acrescentará perdas, fontes de ruído e requisitos de calibração próprios.

O próximo teste

O valor científico está num método de medição que troca estabilidade de fase por correlação estatística. Para medir utilidade prática será preciso reproduzir o desempenho em fibras instaladas, com tráfego e perturbações reais, e comparar custo, tempo de integração e resolução espectral com alternativas clássicas que usam estabilização ativa.

Fonte
Nature Communications — Photon-pairing-enhanced distributed spectroscopy sensing over 400 km optical fiber