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Ensaio NOPARK não encontra benefício da nicotinamida ribósido na doença de Parkinson

O estudo comparou 52 semanas de tratamento com placebo em pessoas com doença em fase inicial.

2 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA de um ensaio clínico duplamente cego, com recipientes idênticos de tratamento e placebo e avaliação neurológica.

O ensaio NOPARK, publicado em 8 de outubro na JAMA, não encontrou melhoria dos resultados clínicos com nicotinamida ribósido em pessoas com doença de Parkinson em fase inicial. O resultado principal favoreceu o placebo.

O estudo de fase 3 foi aleatorizado, duplamente cego e realizado em 11 centros noruegueses. Foram distribuídos 410 participantes por tratamento ou placebo; 393 entraram na análise principal. A intervenção consistiu em 500 miligramas de nicotinamida ribósido duas vezes por dia, durante 52 semanas.

Como foi medida a diferença

O desfecho principal foi a variação da escala MDS-UPDRS, partes I a III, em que valores superiores indicam maior gravidade. A variação média estimada foi de 2,45 pontos no grupo tratado e de −0,27 no grupo placebo. A diferença ajustada foi de 2,72 pontos, com intervalo de confiança de 95% entre 0,47 e 4,98, favorável ao placebo.

A síntese publicada pela revista conclui que estes resultados não apoiam a utilização da substância como tratamento modificador da doença. O estudo testou uma hipótese decorrente de investigação pré-clínica e inicial sobre este precursor de NAD, uma molécula envolvida no metabolismo celular.

Infográfico
Gráfico da diferença ajustada no NOPARK após 52 semanas: 2,72 pontos na MDS-UPDRS I–III, com intervalo de confiança de 95% de 0,47 a 4,98, favorável ao placebo. 410 participantes aleatorizados e 393 na análise; dose de 500 mg duas vezes por dia.
Resultado principal do ensaio nas condições estudadas; não demonstra benefício clínico da intervenção. Radar Futuro — gráfico editorial. Fontes: JAMA — NOPARK, resumo estruturado, 8 de outubro de 2026; JAMA — síntese da investigação, 8 de outubro de 2026; ClinicalTrials.gov — registo NCT03568968.

O alcance do resultado

Na interpretação editorial, a comparação controlada responde à questão prática sobre benefício clínico nas condições estudadas. A diferença estatística desfavorável também merece precisão: o valor médio de 2,72 pontos está abaixo do limiar de 5,2 pontos de agravamento clinicamente importante indicado pelos autores para a escala. Isso não cria um benefício que o ensaio não encontrou.

A conclusão aplica-se à dose, duração e população testadas, que mantinham tratamento dopaminérgico estável antes da inclusão. Não permite generalizar para qualquer intervenção sobre NAD ou qualquer fase da doença. A publicação online ocorreu em 2026; o acompanhamento terminou em junho de 2025.

Foi possível consultar o resumo estruturado e a síntese da revista, mas o texto integral não ficou acessível nesta consulta. Por isso, esta peça não apresenta análises de subgrupos nem explicações mecanísticas para a diferença entre grupos. O resultado central disponível oferece, ainda assim, evidência direta contra a expectativa de benefício desta intervenção no contexto testado.

Para comparar o alcance de métodos de investigação, leia também o estudo em tecido cerebral humano sobre neuroinflamação, preparado anteriormente pelo Radar Futuro.

Fontes
JAMA — NOPARK, resumo estruturado, 8 de outubro de 2026JAMA — síntese da investigação, 8 de outubro de 2026ClinicalTrials.gov — registo NCT03568968