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Perda do complexo BAF reorganiza as fronteiras tridimensionais do genoma

Mutações frequentes em tumores abrem novos locais para CTCF e coesina, encurtam laços de ADN e alteram a comunicação entre genes e reguladores.

5 minAtualizado
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Ilustração conceptual gerada por IA de fibras de cromatina em laços no núcleo celular.

Mutações que inativam componentes do complexo BAF aparecem em muitos tipos de cancro. Um estudo na Nature encontrou uma resposta comum: a perda de BAF torna milhares de regiões mais acessíveis à proteína CTCF e à coesina, reorganizando a arquitetura tridimensional do genoma e a expressão dos genes.

Fronteiras novas dentro do núcleo

CTCF atua como ponto de ancoragem para laços de ADN. A coesina extrude esses laços até encontrar limites. Quando o BAF canónico perde função, surgem mais locais ocupados por CTCF e SMC3, uma subunidade da coesina. Domínios grandes ficam subdivididos em compartimentos menores e mais isolados.

ARID1A como teste do mecanismo

Os investigadores perturbaram BAF por inibição farmacológica e por eliminação de ARID1A em diferentes células e tecidos. A perda de uma cópia de ARID1A foi suficiente para produzir o padrão. Em 1.971 dos 2.108 picos de CTCF que abriram, reduzir CTCF empurrou a acessibilidade de volta na direção do estado normal.

Remodeladores que trocam de influência

O modelo proposto é que BAF mantém um nucleossoma sobre certos motivos de CTCF. Quando BAF desaparece, o motivo fica disponível. PBAF e ISWI ajudam então a estabilizar interações locais e novas fronteiras. A alteração enfraquece contactos longos entre potenciadores e promotores e ativa outros programas de expressão.

Um mecanismo não é ainda um medicamento

Dados de modelos animais e de doentes apoiam a relevância do mecanismo, e CTCF, PBAF e ISWI surgem como vulnerabilidades potenciais. Contudo, estas proteínas organizam o genoma em células normais. Será necessário encontrar contextos, doses ou parceiros que distingam tumores com perda de BAF antes de falar em estratégia terapêutica.

Fonte
Nature